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Minhas impressões: A Torre do Amor - Eloisa James

Por Fotos e Livros •
22 outubro 2018
Olá pessoal! Que delícia é ler Romances de Época e esta série de Eloisa James, que são releituras de Contos de Fadas ou não, mas não é uma série onde os livros são continuação ou os casais se conhecem. Neste  livro, A Torre do Amor, teremos a releitura de Rapunzel, mas também temos citações e um quê de Romeu e Julieta.


A Série


Pela ordem que foram lançados no Brasil:
  1. Quando a Bela domou a Fera - releitura de A Bela e a Fera
  2. Um Beijo à Meia-noite - releitura de Cinderela
  3. A Duquesa Feia - releitura de O Patinho feio
  4. A Torre do Amor - releitura de Rapunzel

No Goodreads ou no site da autora temos outros livros ou pequenos contos desta série, mas ainda não temos mais informações sobre outros lançamentos pela Arqueiro. Eu pessoalmente gostaria muito que a Arqueiro continuasse lançando outros livros e séries de Eloisa James.

Sinopse


Minhas impressões

Neste livro teremos um nobre escocês, quase um Highlander, que usa kilt e quase tem uma armadura na fachada, mas é um lindo e doce, Gowan Stoughton de Craigievar, Duque de Kinross, chefe do clã do MacAulays e um nobre escocês jovem, mas que por ter pais desregrados, se tornou um jovem forte e de muitas regras, quase um velho.



"O único problema era que o lugar estava repleto de damas inglesas, e ele concluíra que não seria uma boa ideia se casar com nenhuma delas.
Era verdade que um nobre escocês sempre tinha bons motivos para se associar a uma das grandes casa da Inglaterra.
(...)
Lady Edith não se encaixava naquele abafado salão de baile inglês. Havia algo de etéreo nela, como se sonhasse em construir um lar ao pé de uma colina habitada por fadas. Tinha os olhos verdes, profundos e escuros como um lago num dia de tempestade." posição 2%


Mas as regras e ideias de Gowan se perdem no momento que ele conheceu Lady Edith e se encantou e decidiu que ela seria a Duquesa de Kinross... custasse o que custasse.

"No entanto, ao olhar lady Edith, o amor e a poesia passaram a fazer sentido. Uma frase lhe veio à mente como e tivesse sido escrita para descrever aquele momento: nunca vi verdadeira beleza até esta noite..." posição 2%


Lady Edith Gilchrist, Edie, foi apresentada um pouco atrasada à sociedade, e logo após o seu primeiro baile já fisgou um Duque como marido, mas ela nem se lembra dele direito, quando a madrasta, Layla, conta a sobre a proposta do Duque de Kinross Eddie está de cama com um resfriado que a derrubou por alguns dias desde o seu baile, e como estava febril durante o baile, estava fraca e nem se lembra de muitos detalhes, nem mesmo das feições do futuro marido.

"- Meu futuro marido ou é impulsivo ou é estúpido. Nós nos vimos apenas ontem à noite e mal me lembro da aparência dele.
- Não é impulsivo. É másculo. Determinado - retrucou Layla.
- Idiota.
- Você é linda, Edie. Você sabe disso. Pelo amor de Deus, toda a aristocracia londrina sabe disso. É provável que ele tenha ouvido falar de você muito antes de ontem à noite. Todos andam comentando sobre a Encantadora Edith, que por fim fez sua apresentação à sociedade." posição 4%


Edie aprendeu a tocar violoncelo com seu pai, eles fazem duetos, e a música é o único elo entre os dois, ela perdeu a mãe cedo, e o pai demorou um pouco a se casar até que encontrou Layla, alguns anos mais jovem e cheia de energia e que com o tempo, e com pouca diferença de idade, se tornou uma amiga muito íntima e querida da enteada. E é a jovem madrasta que tranquiliza e ajuda Edie a abrir a cabeça e aceitar o casamento...

- O violoncelo é a única coisa que eu e papai temos em comum. Não consigo me lembrar de ter falado com ele sobre qualquer outro assunto. E agora vou me casar com alguém como ele, mas que provavelmente não entende nada de música?" posição 5%

 Edie e Gowan demoram a se reencontrar pessoalmente, visto que logo após acertar detalhes do casamento com o sogro ele partiu em viagem e ela ficou de cama por causa da gripe, mas enquanto o reencontro não acontecia eles trocaram cartas, honestas, sarcásticas e até mesmo picantes...



O reencontro de Edie e Gowan acontece no casamente de um casal de personagens de outra autora muito querida nossa, Julia Quinn, e o casal são Lady Honora Smythe-Smith e o Conde de Chaterris, do livro Simplesmente o Paraíso, o primeiro livro da quarteto Smythe-Smith. As autoras levaram seus personagens um para o livro da outra, eu achei isso super interessante. Mas voltando ao reencontro, Edie e Gowan se reencontram e já percebem a intensidade da atração que os unirá.

"Ao entrar no salão, tinha ficado feliz por encontrar Iris Smythe-Smith, que tocava violoncelo com maestria, tendo de alguma forma escapado da influência do quarteto familiar. Depois, sentira um estranho formigamento nas costas e por isso tinha virado a cabeça. E lá estava ele, caminhando em sua direção, seu futuro marido.
Foi como se os olhos de Edie tivessem grudado na figura dele e quisessem engoli-lo. As pernas de Kinross eram musculosas, bonitas, mais longas do que as dos ingleses presentes. O tórax dele era largo e os ombros pareciam ainda mais largos por causa do tecido xadrez jogado sobre eles.
E o rosto...
Era o rosto de um guerreiro, com um queixo marcante, de traços rudes, nada delicado. Por outro lado, os olhos eram impressionantes. Não havia emoção educada neles: apenas uma possessividade ardente." posição 17%


O casamento acaba acontecendo antes do que o pai da noiva desejava porque os noivos percebem que é impossível estarem juntos e nada mais comprometedor não acontecer e devido as regras fortes de Gowan ele consegue se segurar até a noite do casamento, ele é um jovem de 22 anos e tão virgem quanto ela, apesar de ele ter conhecimentos 'literários' que a noiva não conhece.

"Era como se estivesse casada com um tigre. Mesmo que um tigre esconda suas garras, isso não quer dizer que não possam ser usadas a qualquer momento. Era de certa forma vergonhoso perceber que ela - uma jovem perfeitamente lógica, educada para encarar a música como o máximo da civilização -se deixava empolgar pelo toque de selvageria que pairava sobre o marido." posição 46%


Como em todo casamento, o início do casamento de Edie e Gowan foi cheio de paixões e adaptações, eles tiveram dificuldades que nem sabiam como resolver ou entender, dificuldades que podem ou poderiam causar problemas mais sérios à relação deles se não existisse a Torre do Amor.

"O duque de Kinross fizera o que nenhum outro homem conseguira em seiscentos anos: conquistara a torre impossível. (...) Ou talvez tivesse sido o brilho dourado do cabelo dela, como ouro de Dânae, invocando-o na chuva. Ou talvez o som de rouxinol de sua voz.
Ou talvez fosse apenas Edie.
O jeito de ser Edie de sua esposa. A forma como ele a amava profundamente e a cada nota musical produzida por sua maravilhosa alma teimosa, generosa e alegre." posição 90%


Já disse lá em cima no início da resenha que quero mais e mais livros de Eloisa James.
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Minhas impressões: A Duquesa Feia - Eloisa James

Por Fotos e Livros •
07 agosto 2018
Olá pessoal no mês de julho fui bem ausente porque li muito, mas livros em inglês e como sei muitas pessoas no Brasil não leem em inglês evito fazer postagens sobre estes livros.

Hoje venho com mais um dos gêneros que amo ler e tenho lido cada vez mais graças à Editora Arqueiro: Romances de Época. E as autoras da Arqueiro são consagradas internacionalmente apesar de eu achar que ainda temos tantas outras a serem lançadas por aqui. Hoje teremos Eloísa
James e sua releitura de um conto, não de fadas, A Duquesa Feia.


A Arqueiro está lançando os livros de Eloisa James que são releituras de contos e que não são interligados, não são série, podem ser lidos em qualquer ordem, e já foram lançados e resenhados por mim.


Outros livros que devem ser lançados por aqui são releituras dos contos 'A princesa e a ervilha' e Rapunzel. Não sei se a Arqueiro lançará no Brasil ou quando. Eu gostaria de ter outras séries de Eloisa lançadas 


Sinopse
Acho que a sinopse dá uma ideia diferente do que é o livro :(


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Minhas impressões

A história é dividida em Antes, que se inicia em 1809, e no Depois, por volta do ano de 1810, mas neste depois passam-se alguns anos angustiantes de separação.

James Ryburn, o conde de Islay, é amigo de infância de Theodora Saxby, a Theo ou Daisy, como James gosta de chamá-la. Eles são filhos de dois melhores amigos, mas o pai de Theo morreu e deixou o pai de James, o Duque de Ashbrook, como o tutor da filha e administrador da herança e dote da família. Mas o Duque de Ashbrook é um homem que faz investimentos errados e agora pode estar perto de perder seus bens e outras coisas...

"- Você terá que se casar com ela. Não me interessa que a veja como um irmã: de agora em diante, ela é uma fonte de riqueza para você.
(...)
- Precisamos da fortuna dela para reparar a propriedade de Staffordshire e pagar algumas dívidas, pois do contrário perderemos tudo, inclusive esta casa aqui na cidade." posição 1%
James se revolta com o pai e com a ideia, ele ama a melhor amiga, mas não acredita ser possível se casar com ela, e se revolta ainda mais com o pai por ter usado o dinheiro, próprio e o da tutelada, tão negligentemente.

"- Farei isso apenas sob uma condição.
Sua voz soou diferente a seus ouvidos, como se um estranho tivesse dito as palavras.
- Qualquer coisa, meu rapaz, qualquer coisa! Sei que estou pedindo um sacrifício. Como eu disse, entre nós podemos admitir que Theodora não é a bela do baile.
- No dia em que eu me casar, o senhor passará tudo para mim. A casa de Staffordshire, esta casa e a ilha na Escócia." posição 4%

Theodora gosta de ser chamada Theo e sonha com o dia que se casará e não mais precisará usar as roupas que a mãe e a sociedade insistem ser mais adequadas para ela... Theo é uma moça de fisionomia diferente, não tão delicada, mas seu amigo James a acha bonita, apesar de a sociedade achar seus traços masculinizados. Eu não consegui visualizar o tipo de 'feiúra' Theo teria.

"Theo odiava seu corpo quase tanto odiava o vestido. Se não fosse sua preocupação de evitar que as pessoas a confundissem com um garoto - não que realmente confundissem, mas não conseguiam para de comentar sobre o fato-, ela jamais usaria cor-de-rosa outra vez. Ou pérolas. Havia algo de bastante banal no modo como as pérolas tremeluziam." posição 5%

A amizade de Theo e James é enorme eles conversam sobre tudo, são jovens, bem jovens, ela tem 17 e ele 19, ela acabou de debutar e está interessada em um conhecido de James, Lorde Trevelyan, e quando James a acompanha em um evento para ajudá-la a chamar atenção para seus maior atributo, a inteligência, James sente ciúmes de sua Daisy (a forma carinhosa como ele chama a amiga).


"Ela não casaria com Trevelyan. De forma nenhuma.
Mesmo... mesmo que ele tivesse que se casar com ela para impedir que isso acontecesse." posição 5%

A realidade é que os amigos fingem não perceber que sentem mais do que um puro amor de amigos, ou irmãos, e quando o primeiro beijo acontece é arrebatador demais para evitar o casamento.

"- Você vai cair? - perguntou ela com um gritinho.
Não.
Em vez disso, ele fez a única coisa que ela jamais imaginou que James faria: ele a beijou.
'Os lábios dele são muito macios', pensou Theo. Aquilo a surpreendeu. Afinal, era seu primeiro beijo. E foi muito diferente dos beijos que havia imaginado." posição 15%

James ama de verdade a amiga/esposa e tenta de várias formas convencê-la de seu amor e ajudá-la a não sofrer ou se importar com o que a sociedade maldosa fala sobre ela.

"-Você não é feia, Daisy. Você me acha feio?
Ela o analisou de relance.
- Você é estonteantemente bonito e sabe dissso. Fico irritada só de olhar para você.
- Posso saber, mas não dou a mínima - disse ele. - Ainda assim, um homem tem seu orgulho. Por que cargas-d'água acha que eu me casaria com uma mulher feia?" posição 26%

Mas mesmo com todo o amor que sentem um pelo outro, a verdade do casamento 'necessário' para salvar os bens e a herança das Saxby vem à tona, os ânimos se exaltam e Theo nem ouve as explicações do marido. O casamento chega ao fim 💔💔 eles ficam anos e anos separados, ela sem saber se ele está bem ou até mesmo vivo. Theo é uma mulher forte e determinada e apesar da tristeza da separação consegue manter os bens e até mesmo aumentar a riqueza.


"- Você tem que comer - ordenou a Sra. Saxby, entregando um pedaço de bolo para Theo assim mesmo.- Você não faz nada além de trabalhar, querida. Trabalho, trabalho, trabalho.
- Tem muito trabalho a ser feito - afirmou Theo. - E a senhora tem que admitir que está tudo indo muito bem, mãe. Estamos produzindo nossas primeiras cerâmicas neste mês. E a Ryburn Weavers tem quatorze encomendas novas. Quatorze." posição 43% 

Esta releitura de O Patinho feio é bem interessante, apesar de o casal ficar muito tempo separados, depois de um aparente 'final feliz', a transformação da patinho feio é incrível, mas o reencontro de James e Theo é ainda mais incrível, como o AMOR resistiu ao tempo e a distância, e foi relativamente rápido que os sentimentos (amor e amizade) se tornassem fortes e reais para ambos.

"Ele sustentou o olhar dela, e, embora tanta coisa nele houvesse mudado - o corpo estava diferente, a voz se fora, o rosto tinha amadurecido-, seus olhos continuavam os mesmos. Orgulhosos e honestos." posição 75%

Linda estória. Gostei muito deste livro e espero que a Editora Arqueiro lance outros livros e séries de Eloisa James por aqui.
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Minhas impressões (MI-34/2017): Um beijo à meia-noite - Eloisa James

Por Fotos e Livros •
27 dezembro 2017
 Meu ano foi de várias leituras, mas pouco tempo para resenhas, basicamente eu resenhei os livros da Editora Arqueiro, que é a minha parceira quase única, porque os livros da Arqueiro são os meus preferidos, autores preferidos, estilo preferido, equipe preferida, a Arqueiro atende bem os blogueiros e atende bem os leitores, com os melhores livros com preços justos em edições excelentes.

Para terminar o ano de 2017, deixei um delicioso livro, Romance de época (estilo que eu adoro) e de uma autora que até então não tinha me deixado encantada verdadeiramente, mas com este reconto do Clássico de Cinderela Eloisa James me conquistou.

Sinopse

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Minhas impressões

Livro de leitura rápida, um reconto do clássico conto de fadas, Cinderela, mas aqui temos uma madrasta má e uma meio-irmã boazinha... Katherine Kate Daltry perdeu a mãe, que sempre foi doente, muito nova, e logo em seguida, 15 dias depois o pai se casou com Mariana, que trouxe a filha Victoria para morar com eles... mas o pai também morreu logo e desde então Mariana colocou Kate para cuidar de quase tudo na Casa Yarrow, desde as contas aos arrendatários e funcionários, enquanto Mariana só pensa em gastar todo o dinheiro deixado para ela com roupas e jóias e outras futilidades para si e para a filha, linda e encantadora.

Victoria Daltry é linda e está noiva, foi comprometida por lorde Algernon Dimsdale, mas precisa da aprovação do tio do noivo, o recém chegado à Inglaterra, Príncipe Gabriel Augustus-Frederick William von Aschenberg of Warl-Marburg-Baalsfeld, que vive no Castlelo Pomeroy em Lancashire. Mas Victoria foi mordida por um de seus intrépidos cachorrinhos e está com os lábios inchados, até mesmo infeccionados, e Mariana junto com o lorde Dimsdale arquitetaram um plano de levar Kate para se passar como Victoria.

"- Ele é príncipe de algum pequeno país no fim do mundo, pelo que Algie diz. Mas é único representante da família materna de Algie que vive na Inglaterra, e a mãe não vai liberar a herança sem a aprovação do príncipe. O testamento do pai - confidenciou Victoria - é terrivelmente injusto. Se Algie se casar antes dos 30 anos sem a aprovação da mãe, perde parte da herança... e Algie ainda não tem nem 20!" posição 4%

Kate acha falho o plano de Mariana, porque ela é mais velha, tem 23 enquanto a irmã tem 18, e mais mal tratada, mais magra, curtida pelo sol, mãos calejadas, do que a irmã Victoria, mas a madrasta não aceita um não e elas preparam roupas e perucas adequadas para a visita de Kate ao Castelo Pomeroy, e Kate viaja com o 'cunhado' e os três cachorrinhos (Caesar, Coco e Freddie) da irmã, além de apenas uma acompanhante/camareira, ajudante.

"- Mas meu cabelo...
- Não é o cabelo - disse a madrasta. - Faremos com que use um vestido decente e você logo verá a semelhança. Victoria é conhecida por sua beleza, seus cães e seus sapatinhos de cristal. Desde que não solte essa língua atrevida, você se passará por ela.
- E o que são sapatinhos de cristal?!" posição 7%

Gabriel era o irmão mais novo do Grão Duque de Warl-Marburgo-Baalsfeld que virou um fanático religioso e expulsou do ducado todos os parentes e cortesãos individados ou que o Grão duque considerava corrupto, enfermo, excêntrico ou louco, além de animais indesejados (um leão doente, uma elefanta e uma macaquinha, dentre outros). Apesar do sonho de Gabriel ser seguir uma expedição arqueológica em Túnis, mas por ter um bom coração, não conseguiu largar os parentes sem auxílio e partiu para a Inglaterra, para morar em um castelo cheio de problemas a serem resolvidos. Dentre seus aliados, está o mordomo, meio irmão e melhor amigo Berwick, Wick.

"Mas ele não tinha escolha. Não mesmo. Ele não era Augustus, com seus princípios religiosos desprovidos de qualquer senso de humor e de humanidade. Não podia ver todas as pessoas que conhecia desde criança, do tio amalucado até o bobo da corte (com seus 75 anos), serem jogadas na rua da amargura porque Augustus achava que elas manchavam sua aura." posição 13%

O primeiro encontro entre Kate (Victoria) e o Príncipe é meio tumultuado, mas ela logo percebe a força que exala do nobre.

"Então seu olhar se acostumou com a luz e Kate mudou de ideia. Ele não era Macbeth... estava mais para o rei das fadas, o próprio Oberon, os olhos ligeiramente oblíquos e maliciosos, com apenas um toque de exotismo. Seu 'sangue estrangeiro', como dizia Algie.
Tinha um sotaque denso e delicioso, que combinava com seus olhos e com o cabelo espesso. E havia mais alguma coisa nele, algo mais vibrante, mais poderoso e arrogante do que os pálidos ingleses que ela encontrava todos os dias." posição 14%

Kate encontra pela primeira vez com a madrinha que a reconhece só de vê-la e se torna uma aliada e amiga, ou quem sabe uma mãe. Lady Henrietta Wrothe, mas todos a chamam de Henry, é uma dama alegre, que sabe viver a vida e está em seu terceiro casamento, mas apesar de adorar o luxo e o conforto também vive um casamento apaixonado e divertido.

"- Seu pai me escolheu como sua madrinha, Kate. E, mesmo que eu não tenha dado valor a esse presente naquela época, agora é diferente. - Henry se aproximou e tocou o rosto da jovem. - Se não se importar, eu gostaria de tentar ser uma madrinha de verdade para você." posição 23%
Desde a primeira interação de Kate (se passando por Victoria) com o príncipe Gabriel é difícil ela esconder sua inteligência e segurar a língua, e a atração, mútua... mas logo o príncipe e seu irmão Wick descobrem que Kate não é Victoria e fica mais fácil eles interagirem sem que haja

"- Que homem detestável - retrucou Kate, dando à voz a dose certa de indiferença e desdém. - Fico feliz que seu noivado tenha sido arranjado a partir de uma aliança entre impérios, pois duvido que seja capaz de conquistar uma esposa por conta própria.
Aquilo era uma medida descarada, pois Kate não consegui pensar em uma só mulher que não daria tudo para se casar com ele. Com exceção dela própria, claro." posição 25%

Gostei da construção do casal, da atração, amizade, cumplicidade, das cenas de amor...

"- Faz alguma ideia do que é ser um príncipe? - Ele ergueu a cabeça de repente e seus olhos estavam amargos, sua boca era uma linha rija. - Não posso fazer o que desejo. Não posso ser o que desejo. Não posso me casar com quem desejo.
Ela mordeu o lábio, emocionada.
(...)
- Eu gostaria, ao menos uma vez, que uma mulher me visse como algo desvinculado de uma coroa. Apenas com um homem igual aos outros. - As palavras foram arrancadas de seu peito. - Como... Ela o interrompeu colocando as mãos no rosto dele." posição 69% 

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Minhas impressões (MI-11/2017): Quando a Bela domou a Fera - @eloisajames

Por Fotos e Livros •
27 março 2017
Minha primeira leitura de Eloisa James foi um livro de memórias, Paris Apaixonada... e sempre fui louca para ler seus Romances de época, porque dá para perceber o quanto amo Romances de época, né?


Minhas impressões

Este livro, como o nome já indica, é uma releitura moderna, apesar de ser de época do conto de fadas A Bela e a Fera... e neste mês de março que tivemos uma 'releitura' do desenho animado da Disney, agora em filme, com atores encenando os personagens principais, nada melhor do que chegar ao Brasil o primeiro romance de época de Eloisa James, exatamente a versão dela de A Bela e a Fera. Eu não sei se gostei mais do filme ou deste livro.

Linnet Thrynne é a Bela, a mulher mais bela da Inglaterra, mas que por causa da fama da mãe - uma mulher que foi tão linda quanto adúltera - sofre um preconceito da sociedade inglesa, o que faz com que ela tenha que ser retirada de Londres, com uma possível gravidez (apenas para os fofoqueiros de plantão) a fim de se casar com a Fera, que vive em Gales.


"(...) é rara a mulher que, de fato, ofusca o brilho do sol. Ainda mais uma mulher com dentes perolados, voz de cotovia e um rosto tão lindamente esculpido que os anjos chorariam de inveja.
Linnet Berry Thrynne tinha todos estes atributos, com exceção, talvez, da fala melodiosa de uma cotovia. Ainda assim, sua voz era perfeitamente aceitável e já haviam lhe dito que sua risada era como o ressoar de sinos dourados e (apesar de não serem cotovias) como canções de pintarroxos." posição 1%

A Fera é Piers Yelverton, conde de Marchant e herdeiro do duque de Windebank, um grande médico, de grande inteligência, e beleza, que vive em um castelo em Gales, mas que por causa de um acidente quando era criança vive com uma dor insuportável e uma bengala e um temperamento irascível. Por isso a fama de 'Fera'... mas seu pai, que não o vê há mais de 20 anos resolve aparecer com uma noiva, uma noiva que ele não pediu e não quer.

"- Se você quiser continuar segurando meu braço, vai ter que trocar para o lado esquerdo - disse Marchant. - Apesar, é claro, de sempre haver a possibilidade de você descer as escadas sozinha.
Linnet foi para o lado esquerdo del, só para irritá-lo. Dessa vez, ela passou os dedos por debaixo do braço dele. Ela até que gostava de todos aqueles músculos sob sua mão. Parecia que estava domando uma fera selvagem.
- Suponho que você ache que eu vou me apaixonar por você - disse ele.
- Muito provavelmente." posição 20%

A relação de Linnet e Piers é desde o início muito sincera e sem meias palavras, eles falam o que pensam um do outro, e até mesmo sobre seus passados... a relação começa como uma provocação, mas eles vão se identificando e apesar de se provocarem, acabam se atraindo.

"Consegui adquirir essa reputação em Oxford - contou ele. - Atuei também como médico em Edimburgo e, aparentemente, as notícias da minha personalidade cativante se espalharam. As pessoas, obviamente, não têm nada melhor para falar." posição 23%

Linnet tem um carisma e charme que conquista todos  a sua volta, mas Piers não quer se render, mas percebe que ela é mais natural e mais honesta com ele do que com os outros.

"Ela sorriu, não aquele milagre completo de covinhas que ela usava para manipular os pobres coitados que se deixavam enfeitiçar por ela, mas um sorriso pequeno, quase secreto. Apenas uma curva de seus lábios e um sorriso largo em seus olhos." posição 25%
Apesar de Linnet ter sido beijada e até difamada em Londres, ela foi criada por um pai que quis que ela tivesse uma educação de valores rígidos, para que ela não repetisse os atos da mãe. E por isso, Linnet é virgem, e nem se sentia atraída pelos homens que já tinha beijado, até Piers...

"O beijo dele não era uma adoração gentil. Era um beijo selvagem, um beijo loucamente apaixonado, tulmutuado, roubado. Instintivamente, os braços dela se enrolaram no pescoço dele. Ele tinha o gosto do chá defumado que tinha tomado no café da manhã e de uma substância mais selvagem: desejo.
Era o tipo de beijo que um cavalheiro nunca, jamais, daria em uma dama.
Linnet estava adorando." posição 43%

Mesmo que Linnet e Piers não aceitem que são amigos e já estão apaixonados, eles continuam vivendo uma aventura, que acham não vão levá-los a nenhum lugar...

"À sua maneira, Linnet era a versão feminina dele próprio: detestável, bonita demais, inteligente demais, mordaz demais.
Não que ele fosse bonito." posição 44%

É claro que eles vão ter que se afastar, para se reencontrar e encontrar o final feliz que todos gostamos.

"Ele a amava; ele a amava tanto que seu coração estava se despedaçando." posição 84%

Gostei muito, muito do livro, do final, que não ficou com gosto de quero mais e já quero mais livros de Eloisa James.

Tenho apenas um comentário sobre a capa, apesar de linda, eu acho que ficou bem aquém do livro e de todos os Romances de época da Editora.


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Minhas impressões (MI-20/14): Paris Apaixonada - Eloisa James @LeYtoras

Por Fotos e Livros •
28 março 2014
Eloisa James é uma autora best seller com vários romances históricos de sucesso, eu sempre quis ler algo dela, mas o tempo e a quantidade de livros por ler me impediram... agora com este lançamentos da Editora Leya tive a oportunidade de conhecer um pouco de sua escrita... mas este livro é diferente


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