Série O Diário da Princesa

Quando eu fui convidada pela Cínthia pra fazer uma resenha especial em seu blog, me senti totalmente honrada, primeiramente porque a considero uma grande amiga, mas, especialmente, por causa da escritora cujo livro eu resenharia. Ninguém menos do que "Meg Cabot".

Quem me conhece sabe que pra mim a Meg é uma espécie de "deusa das palavras", ainda não vi nada que ela tenha escrito (ou dito) que eu não concorde, que eu não tenha vontade de assinar embaixo. E não é segredo pra ninguém que ela é minha maior influência na hora de escrever. Nas entrevistas que dou sobre meus livros da série "Fazendo meu filme", sempre sou questionada a respeito da similaridade entre nossos estilos. O que eu tenho a dizer que me sinto muito honrada com a comparação, exatamente pelo fato de eu ser muito fã dela. Li todos os livros que ela já escreveu e, quando sai algum novo, largo o que for para passá-lo na frente. Talvez seja por isso que o estilo dela tenha ficado meio inerente ao meu jeito de escrever. Acho que quando a gente lê demais os livros de um certo autor, acaba pegando um pouco do jeito dele... Mas querem saber a verdade? Eu considero a Meg incomparável...

Mas vamos ao que interessa! A Cínthia pediu que eu escolhesse um livro da Meg para resenhar aqui! Mas como escolher um só, quando a autora em questão já escreveu mais de 60 livros (dos quais eu posso afirmar que amei 90%)? Escolhi então uma série. A minha série preferida. E ela é exatamente aquela cujo primeiro livro me fez descobrir o qual maravilhosa a Meg é.

SÉRIE "O DIÁRIO DA PRINCESA"

O negócio é o seguinte: cada vez que imagino ter avistado a auto-atualização no horizonte, alguma coisa acontece e bagunça tudo. Tipo esse negócio todo de ser princesa. Quer dizer, logo quando achei que não tinha como ficar mais esquisita, BAM! Eu descubro que também sou princesa.

Essa série conta a história de Mia Thermopolis. Uma adolescente americana que de repente descobre que é uma princesa. Ela então tem que decidir se assumirá ou abdicará do trono. Mia descobre que ser princesa não é uma tarefa simples e para isso ela contará com a "ajuda" de sua avó paterna, que lhe dará aulas de "como ser princesa". Durante a série Mia se apaixona, sonha, enfrenta problemas familiares, descobre suas maiores habilidades, faz amigos, namora, tem o coração partido, parte corações... Tudo que uma adolescente normal enfrenta. Só que essa garota terá que, um dia, também ser a princesa de um país.



Em primeiro lugar, gostaria de falar da (brutal) diferença entre os livros e os filmes. Quem só viu os filmes não sabe o que está perdendo. Em primeiro lugar porque, com esse livro, não fizeram o que normalmente enfurece os fãs de uma determinada obra, quando ela vai para os cinemas, que é o fato do diretor/roteirsta/produtor mutilá-la até sobrar apenas um resumo mal feito. Com o "Diário da Princesa", simplesmente mudaram tu-do. Do princípio ao fim. E o livro é bem melhor, acreditem.

Diferenças básicas:


- No livro, a Mia é loira. No filme, morena.

- No livro, o pai descobre que contraiu câncer nos testículos e por isso não pode mais ter filhos (o que faz de Mia a herdeira). No filme acharam mais fácil simplesmente matá-lo.

- No livro, Genóvia é um principado. No filme é um reino.


- O livro é passado em New York. O filme em San Francisco.

- O gato da Mia (Fat Louie), no livro, é amarelo. No filme, ele é preto e branco.

- O final do livro 1 é totalmente diferente do fim do primeiro filme.

- O conteúdo do filme 2 simplesmente não existe em nenhum livro, é uma coisa à parte.


Mas a Meg Cabot é tão divertida, que no 6o. volume do "Diário", a Mia inclusive fala sobre os filmes:

Oi, meu nome é Sua Alteza Real Princesa Amélia Mignonette Grimaldi Thermopolis Renaldo. Você já deve ter ouvido falar de mim, pois já fizeram dois filmes baseados na minha vida. Mas, para falar a verdade, esses dois filmes aí tomaram muitas liberdades em relação aos fatos. Já foi bem ruim no primeiro, quando disseram que meu pai tinha morrido e fizeram Grandmère superlegal e tudo mais. Depois, no último, eu terminava com Michael! Até parece que isto vai acontecer. Foi uma projeção totalmente a cargo do estúdio de produção, eu acho, para deixar a história mais animada, ou alguma coisa assim. Como se minha vida fosse animada o bastante sem ajuda de Hollywood.

Desde o volume 1 do "Diário" eu me apaixonei pela história e pela Mia em si. Ela é tão dramática que não tem como a gente não se divertir a cada página. Os livros são escritos em 1a. pessoa e em forma de diário (jura?), então é como se a gente entrasse dentro dos pensamentos dela.

Quando eu estava para fazer seis anos, tudo o que eu queria de aniversário era um gato. Não me importava com o tipo de gato. Eu apenas queria um. Queria um gato que fosse meu. Devo mencionar que na época eu tinha um problema de chupação-de-dedo. Minha mãe havia tentado de tudo para me fazer parar de chupar o dedo, mas nada deu certo. Então quando comecei a ficar gemendo no ouvido dela que queria um gatinho, minha mãe apareceu com um plano. Ela me disse que me daria um gatinho de aniversário se eu parasse de chupar o dedo. O que eu fiz, imediatamente. Eu queria um gato a esse ponto. Ainda assim, quando chegou meu aniversário, eu tive minhas dúvidas de que minha mãe iria cumprir a parte dela da barganha. Então, como você pode imaginar, quando a manhã de meu sexto aniversário chegou, eu não estava com muita esperança. Mas quando minha mãe entrou no meu quarto segurando aquela pequena bola de pelo amarela e branca, e a deixou cair em meu colo, e eu olhei para Louie (ele não se tornou Fat Louie até uns nove quilos e pouco tempo depois) e para seus grandes olhos azuis, eu conheci uma alegria que jamais havia conhecido em minha vida, e nunca esperei sentir novamente. Isto é, até a noite passada.

O ponto alto da trama (na minha opinião) é o romance com o Michael "melhor mocinho ever" Moscovitz. Eu sofri com a Mia a cada descoberta e no livro 3 (meu preferido), eu só faltei morrer
nas últimas páginas, quando a Mia percebe o que todos nós, leitores, já sabíamos há séculos... Que o amor dela é correspondido.

Rosas são vermelhas,
Violetas são azuis.
Vo
cê pode não saber,
Mas eu também amo você.

Ainda sobre o livro 3, ele tem o melhor final de livro (não só da Meg) que eu já li. É tão perfeitinho que muitas vezes eu me peguei desejando que a Meg tivesse terminado a história bem ali. Os livros seguintes também são lindos, mágicos, interessantes e nos fazem gritar, chorar, sorrir. Mas é o final do livro 3 que até hoje me faz suspirar.

Se você ainda não leu (como assim???) a série, não sabe o que está perdendo. Agora mesmo, assim que terminar de escrever, vou correndo reler algumas partes da minha coleção. E isso não é exatamente o melhor que os livros têm? Se sentirmos saudade de alguma personagem querida, não precisamos marcar hora para visitá-la. Ela está logo ali na estante, ao alcance de nossas mãos.

A sensação da boca de Hugo devorando a dela, das mãos dele em seus seios retesados, ameaçava sobrepujar Finnula. Ele era tudo que ela desconfiava que seria... só que muito mais. O quarto parecia girar ao redor dela e Hugo era a única massa imóvel e sólida em seu campo de visão. Ela se agarrou a ele, desejando algo... só estava começando a compreender o que era esse algo. Então, quando o joelho dele escorregou para o meio das pernas enfraquecidas dela e ela sentiu a virilha rija pressionando o local em que suas pernas se encontram, o espasmo explosivo que tomou conta de seu corpo foi algo que ela nunca experimentara antes. De repente ela compreendeu. Tudo.

Curiosidade: Durante o 10o. volume, Mia escreve um livro: "Liberte meu coração". E recentemente a editora Galera o lançou (leia o 1o. capítulo). E sabe o que é mais interessante? "Liberte meu coração" é um livro "adulto" e nele nos pegamos pensando se a Mia não se inspirou em sua própria vida para compor alguns momentos mais "picantes" da história, que ficariam meio pesados no "Diário". Vale a dica, leia fazendo essa comparação...

Paula Pimenta - autora da série "Fazendo meu filme" - twitter: @paulapim

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