RESENHA PERDIDA - CARINA RISSI



SINOPSE

ISBN: 978-85-7923-314-2
Páginas: 472
Editora: Baraúna

Sofia vive em uma metrópole e está habituada com a modernidade e as facilidades que isso lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor à menção da palavra casamento. 

Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição.

Após comprar um novo celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter idéia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda do prestativo Ian, Sofia embarca numa procura às cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam levá-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...

Sobre a autora
Carina Rissi nasceu no interior e viveu na Capital paulistana por seis anos. Atualmente, mora com sua família no interior de São Paulo. Já atuou em diversas áreas, mas acabou se encontrando como autora. Leitora compulsiva assumida, sempre lê a última página de um livro antes de comprá-lo. Perdida marca o início de sua carreira muito promissora.

Quando eu tenho o privilégio de poder conversar com o autor, eu sempre pergunto o que o autor pretendia com o livro, perguntei para Carina e ela me respondeu:

“Quando eu estava escrevendo perdida eu não sabia bem que estava escrevendo um livro. Comecei com um trecho que acabou ficando muito maior que um texto qualquer. Na época eu ainda não pretendia nada, só queria saber como a história terminaria. Depois que terminei, e o marido leu e me incentivou a tentar a sorte, voltei para editar e aí sim pensei em possíveis leitores. Eu só queria que o leitor se divertisse lendo Perdida, nada, além disso.”

Se ela queria que o ator só se divertisse ela não conseguiu... porque além de divertir, ela foi bem mais além... Ela conseguiu emocionar...


RESENHA

Eu realmente não posso começar essa resenha, sem antes contar como conheci a autora, acho que foi dezembro por aí, a insegura Carina Rissi, entrou em contato comigo através do twitter, para dar uma força com o livro que ela tinha escrito, estava sem editora, e tentando igual a milhares de escritores nacionais mostrarem sua obra, nesse contato ela me enviou apenas uma capa provisória (lindíssima), a sinopse, e um prólogo do livro.

Mas desde aquele momento eu sabia que o livro iria ser maravilhoso, sério não li nem e-book, até porque não queria, pois especificamente o livro da Carina eu queria ler com ele em minhas mãos, além de ser um romance atual e histórico ao mesmo tempo, e conhecendo a simpatia e sensibilidade da Carina nos nossos papos virtuais, eu não tive dúvidas nenhuma que era uma obra que iria apaixonar quem fosse ler...
Quando ela confirmou a editora, entramos em outra etapa, a expectativa do lançamento do livro, ela nervosa que as pessoas poderiam não gostar (Piada...), e todas aquelas paranóias de autores que escrevem um primeiro livro, e por incrível que pareça a minha expectativa e medo, mas isso eu nunca confessei para ninguém e principalmente para ela, mas agora eu admito que a minha expectativa em relação ao livro era tão grande que eu tinha medo de me decepcionar... Imagina meu primeiro livro que iria ganhar de presente do autor, e seria responsável pela resenha, e se não gostasse? Teria que fazer uma resenha criticando, além de toda a ligação de amizade que tenho com a Carina.
E para piorar a chegada do livro se transformou numa novela, pois ela mandou pelo correio para todo mundo juntamente com o meu, só que o correio alegando chuvas fortes atrasou a entrega nem sabia onde estava à encomenda, resumindo só chegou quase um mês depois que todo mundo.

Quando leio um livro, eu me preparo de post-it e caneta para anotar as partes mais interessantes, no caso de Perdida quando fui ver eu tava ainda na página 20 e já tinha uma post-it quase completa, o livro é perfeito que praticamente que cada linha das 470 páginas é interessante, larguei as post-it de lado, e comecei a ler o livro, pra dizer a verdade comecei a viver do livro, porque realmente esqueci a vida.

Não tem como não se apaixonar pela leitura, apesar de o livro ser em primeira pessoa, narrada por Sofia a personagem principal, a autora conseguiu transmitir os sentimentos dos outros personagens pelo olhar de Sofia, e isso é complicado, pois já li muitos livros que a primeira pessoa o torna maçante ou fica curiosa para saber a opinião dos outros personagens, principalmente se for um casal, em Perdida isso não acontece...



Já que citei Sofia, e até porque o livro inicia apresentando a personagem, Sofia é uma garota moderna, tem o celular que faz tudo e até ligações kkkk, não vive sem microondas, computador, a vida dela sem tecnologia não existe, por isso é hilária a cena dela com a tal de “Tec. Tec, tec, tec, tec, tec, plim!”.


Depois de ter acontecido algo muito grave em sua vida... Ela perdeu o celular, ou ele se suicidou???  Tudo bem não é tão grave, mas para Sofia é... Ela irá adquirir outro no outro dia, mas além de todas as funções segundo a “vendedora” tem uma função maior é de mudar a vida de Sofia...




Em relação à personagem Sofia, ela lembra Lizzie Bennett com as personagens de livros históricos de Patricia Cabot (nunca ouviram falar? Personagem do livro da Jane Austen), pois é independente, espirituosa, acredita no amor, porém nega isso terminantemente, não ligada a convenções, espontânea, divertida e acima de tudo cativante.
Voltando a história, depois de ligar o celular, ela para no século 19, mas precisamente em 1830, ou seja, uma viagem no tempo, ainda meio “Perdida” um jovem cavalheiro a socorre, o nosso personagem masculino Ian Clarke (nome inglês, pois os avôs são ingleses, e um romance histórico sem inglês não tem graça kkkk, a autora sabe disso).



Quem já leu algum romance histórico, sabem que os personagens masculinos, são cavalheiros, educados, delicados, atenciosos, ou seja, o sonho de consumo de qualquer mulher, e claro que Ian Clarke não foge desse perfil, e com uma pitada de inocência, ele é todos os adjetivos acima, e muito mais, pois ele é inteligente, divertido, como Sofia mesmo se refere, “boa pegada” além de ser bonito.
O casal é simplesmente cativante e apaixonante, os diálogos dos dois são ótimos, com um pouco de humor, tanto da parte de Sofia e da parte de Ian, e quando o relacionamento começa a se encaminhar para algo mais intimo, os diálogos são envolventes e sensuais, um toque de Nora Roberts com Candace Camp (autora de romances históricos tanto de banca quanto de livraria)

As situações que Sofia enfrenta no século 19 são uma comédia, a cena da casinha (banheiro), do pé de alface (segundo Sofia não irá conseguir comer mais nenhum), das roupas da época (detesta as gaiolas kkkk), e todo mundo deve achar que o tênis vermelho da capa se refere à modernidade e o vestido longo e branco a época passada, mas na verdade o tênis vermelho é praticamente um personagem do livro.

E por falar em personagens diferentes, existe um cavalo, o Storm, pelo nome vocês devem perceber que ele é bem enfezado, e é... Storm é um cavalo negro, que no primeiro momento do livro apareceu numa tela de pintura, ahhhh... Esqueci de adicionar nas características de Ian, ele pinta lindos quadros, voltando a Storm (antes que ele me dê um coice) ele é indomável, Ian nunca conseguiu montá-lo, e quando consegue o cavalo que defini o caminho, quase no final do livro descobre que Storm é mais que um simples cavalo, não é que ele não seja um cavalo, ele é realmente um cavalo, deixa pra lá... Leiam o livro e descubram...

Os outros personagens que completam a narrativa a doce Elisa é irmã mais nova de Ian; Teodora inicialmente insuportável amiga de Elisa; Gomes o mordono camarada, Madalena a cozinheira que praticamente vira um cinto de castidade para Sofia; a piscante Valentina apaixonada pelo Ian; Dr. Almeida o médico que vê tudo e não pergunta nada e Santiago um personagem intrigante.




Sei que a resenha tá bem doida, mas foram meses de espera, e mais alguns dias para escrevê-la, e estou também um pouco nervosa (peguei a síndrome Carina kkkkk, será que a autora vai gostar da resenha?).

Voltando a história, inicialmente Sofia quer voltar para casa, além das mensagens esporádicas do celular que a tal “vendedora” envia para Sofia, como se ela tivesse completando uma etapa, e em uma dessas mensagens está escrito que existe alguém igual à Sofia, ou seja, alguém do século 21 no século 19, então ela com ajuda de Ian tentam encontrar essa pessoa, que talvez a ajude voltar para os dias de hoje, mas como falei essa era intenção no início, mas depois...




Gostei muito das partes sensuais, pois estas são simplesmente lindas, envolventes, apaixonantes... Exitem detalhes sutis, que se caracterizam por uma visão mais romântica e sentimental, sem ter um caracter explicito como em outras obras.


Acho que por influência de Jane Austen, a autora criou personagens tão cativantes, inclusive os personagens secundários, sendo que não tem aqueles personagens que aparecem no inicio do livro e depois não se vê mais, nesse livro, apesar de certos personagens terem partes pequenas, mas eles estão sempre em envolvimento com a narrativa de uma maneira ou de outra. Quem já leu Jane Austen sabe que ela faz isso com os personagens dos seus livros, Carina conseguiu fazer também com Perdida.


Algo que me chamou atenção, porém não sei se foi proposital ou intencional da autora, apesar dela dar a entender uma determinada cidade, ou seja, São Paulo, mas ela em nenhum momento citou o nome, o que me leva a entender que ela quis que o leitor imaginasse o seu próprio local, em ambos os casos, eu realmente adorei, já que pude deixar que a minha imaginação idealizasse um ambiente.

A partir da página 397 até o final do livro, você chora/ri, angustia, aflita, mas acima de tudo se apaixona, são diversas emoções, mas em especial uma cena a da “Carta”, não sei se sou uma bobona sentimental, mas realmente fiquei com um nó na garganta, você foi danada “Senhorita Carina”, a emoção que passa ao leitor que acompanha o casal é incrível, e você realmente sente as aflições e a dor como se fosse a Sofia ou o Ian...


Já que a autora confessou no seu perfil, ela gosta de ler o final dos livros antes de ler, então com certeza ela soube fazer um final, e se alguém também ler o final antes de ler o livro, com certeza vai querer ler todo o livro. Porque foi brilhante final.


Se me pedissem para definir o livro da Carina, mais especificamente, eu diria que Perdida, tem os personagens cativantes de Jane Austen, o romantismo de Nora Roberts, a sensualidade de Candace Camp e o humor de Patricia Cabot, e para quem não conhece nenhuma dessas autoras ou alguns delas, o livro é simplesmente INESQUECÍVEL.

Carina, como você falou para mim quando saiu o livro, que estava nervosa com a minha opinião, agora eu estou com a sua, espero que a resenha tenha sido a altura das expectativas que você tinha sobre ela. Cheguei a comprar até fraldas... kkkkkk






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