Dirty Dancing - Ritmo Quente

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Hoje eu estava muito entediada e resolvi dar uma vasculhada na minha estante de DVDs e acabei encontrando um filme que marcou época, que até hoje é considerado um dos melhores do gênero e que não falta na coleção de qualquer garota adolescente dos anos 90, que com certeza se apaixonou pela história de amor de Baby e Johnny.



Dirty Dancing foi gravado em 1987, dirigido por Emile Ardolino e coreografado por Kenny Ortega. No ano de sua estreia o filme levou o Oscar de Melhor Canção Original por (I've Had) The Time of My Life.


Frances Houseman, ou Baby, é uma jovem inteligente e idealista que parte com sua família para uma colônia de férias no campo no ano de 1963. Lá ela imagina ter um tempo para relaxar, mas não é bem isso que acontece já que ela se sente desconfortável com as pessoas em sua volta. O dono do lugar onde eles se hospedam empurra seu neto para Baby que não gosta da companhia do rapaz, preferindo se juntar aos funcionários. É numa noite monótona que ela vai ao alojamento dos empregados e é devidamente apresentada a Johnny Castle o dançarino responsável pelo entretenimento dos hóspedes.


Bonito, charmoso e cheio de atitude o rapaz arranca suspiros de todas as mulheres, inclusive de Baby que, por ser tímida, não sabe como agir em sua presença. Mas Johnny não é muito fã dos ricos hóspedes e não dá muita bola para a jovem garota. A presença de Baby é imposta a Johnny quando a parceira de dança do rapaz não pode comparecer a uma apresentação e Baby é "escalada" para substituí-la.


A garota não sabe dançar e é em meio às aulas de dança que os dois começam a se relacionar e um sentimento surge quebrando todas as barreiras impostas pela sociedade da época.


Não preciso me prender a detalhes por que tenho certeza que vocês conhecem o filme, mas caso haja alguém que ainda não tenha tido a oportunidade de vê-lo eu recomendo de olhos fechados.

O filme é mais do que um romance para encantar adolescentes, ele trata de temáticas importantes como aborto, por exemplo. A forma como Baby se comporta durante seu relacionamento com Johnny ilustra o medo das jovens daquela época de ir contra os valores de sua família, que como qualquer família abastada não admite ligações com pessoas de classes mais baixas. Mas a forma como a moça burla todos os padrões e se entrega ao amor é mesmo linda!


O ator Patrick Swayze que faleceu em setembro de 2009 vítima de um câncer pancreático foi quem deu vida a Johnny. Um excelente dançarino que contribuiu para a criação do personagem estilo bad boy e conquistador que foi objeto de desejo de muitas garotas por muitos anos.


Jennifer Grey foi a escolhida para fazer Baby, a doce jovem que se envolve com o cara "errado".


O filme foi dirigido por Emile Ardolino, o mesmo diretor de Mudança de Hábito de 1992. Ele morreu em 1993, tinha AIDS.

Kenny Ortega foi o responsável por criar a linda coreografia que fez muita gente sair do chão, a dança final do filme foi, com certeza, uma das mais copiadas nos anos 90. Kenny ficou famoso por montar coreografias paras as divas Madonna e Cher e atualmente é conhecido por ter dirigido a sequência de filmes de High School Musical.

Um filme com um enredo lindo que foi adaptado de muitas formas em outros filmes, mas que sempre será lembrado por sua originalidade. Um filme lindo que nunca cansamos de assistir e que, mesmo depois dos anos, ainda mexe conosco, mas que de formas diferentes.


Baby: Eu sinto muito ter mentido. Mas você também mentiu. Disse que todos mereciam ser tratados com justiça, mas só pra pessoas do seu nível. Você queria que eu mudasse o mundo, que o melhorasse, mas isso se eu fizesse Direito ou Economia e me casasse com alguém de Harvard. Eu não estou orgulhosa de mim, mas eu sou parte dessa família e não pode ficar sem falar comigo. Há muito a meu respeito que não é como você pensa. Se me ama tem que me amar como eu sou. Eu amo você. Eu sinto ter te decepcionado, eu sinto muito, mas você também me decepcionou.
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Johnny: Desculpem interromper, mas eu sempre faço a última dança da temporada. Este ano disseram para eu não dançar. Mas eu vou mostrar a dança que eu gosto com uma grande parceira que não é só uma excelente dançarina, mas alguém que me ensinou o tipo de pessoa que eu quero ser, senhorita Frances Houseman.














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