Minhas impressões (MI-02/15): Um lugar chamado liberdade - Ken Follett @editoraarqueiro

Antes de começar essa resenha, quero pedir desculpas a quem gosta das resenhas do blog, vem sempre por aqui e se sentiu abandonado estes últimos meses... minha vida está bastante atribulada, e apesar de eu continuar a ler, não posso parar (ou enlouqueço), o tempo para fazer um boa resenha está cada vez menor, estou inclusive diminuindo mais minhas parcerias, pois prefiro fazer um bom trabalho com poucas editoras a não conseguir fazer direito. Mas voltando ao pedido de desculpas, estou mudando muitas coisas na minha vida, inclusive de casa, e por isso sumi ainda mais em janeiro. Ainda bem que pelo menos a Gih tem postado sobre filmes... porque a Letícia também anda sumida e não postou resenhas este ano, cadê o tempo de todos nós?

Hoje vou falar sobre mais um livro de Ken Follett, que me encantou como os outros...

este livro é diferente da Trilogia do Século, mas tem uma parte histórica que é mais superficial, mas encantadora, e como é dos primeiros livros de Ken Follett é plenamente compreensível. Adorei por ter menos personagens que se interligam e interagem por todo o livro...


Sobre o livro, em inglês, no site Ken Follett.


Minhas impressões

O livro começa na Escócia de 1766 e nos conta como a vida nas minas de carvão era triste e as dificuldades dos mineradores, que eram escravos dos donos da minas... e vamos conhecer Mack McAsh que era dos poucos mineradores que sabiam ler... e descobre sobre a ilegalidade da escravidão dos mineiros e começa a sonhar com a liberdade.

"Poucos eram os mineradores de Heugh que sabiam ler, mas a mãe de Mack sabia e ele a havia infernizado para que o ensinasse. Por fim, ela ensinar os dois filhos, ignorando as zombarias do marido, que dizia que as ideias da esposa estavam acima da sua posição social. No salão da Sra. Wheighel, Mack era chamado para ler em voz alta publicações como o The Times e o Edinburgh Advertiser, além de jornais políticos, como o radical North Briton." posição 1%
E ao sonhar com a tal liberdade ele começa a bater de frente com os poderosos donos das terras, das minas e de toda a Grã-Bretanha.

" - Seja como for, não importa: vou para qualquer lugar que não seja a Escócia, para qualquer lugar em que um homem possa ser livre. Imagine só, poder viver como quiser, não como lhe dizem. Poder escolher onde trabalhar, ser livre para largar o emprego e arranjar outro que pague melhor ou seja mais seguro ou limpo. Ser dono do próprio nariz, e não escravo de alguém... Não seria maravilhoso?" posição 10%
Ainda na Escócia conhecemos  Lizzie Hallim, que sempre viveu na região e apesar de ser da sociedade poderosa brincou com os filhos dos mineiros, inclusive Mack e sua irmã, ..., e por isso tem dificuldade de aceitar as regras inglesas, dos bem nascidos e por isso choca a sociedade... mas percebe que tem que ceder e casar com Robert, o filho mais velho dos Jamissons, os donos da mina em Heugh.

"Mas o que poderia fazer? Não podia deixar que os credores as expulsassem de sua própria casa! Para onde iriam? Como conseguiriam se sustentar? Ela sentiu um arrepio de medo ao visualizar as duas passando frio em quartos alugados em algum cortiço de Edimburgo, escrevendo cartas de súplica a parentes distantes e costurando por ninharias. Melhor seria se casar com o chato do Robert. Mas conseguiria se obrigar a tanto?" posição 14%

Lizzie começa a perceber as dificuldades dos mineradores, dos escravos, quando visita, escondida, com Jay, o caçula dos Jamissons, a mina e vê várias coisas brutais que acontecem lá dentro e fora da mina.

"-Isso é uma barbaridade!
Em seu suplício, Mack sentiu-se profundamente grato a ela. Sua indignação o confortava. Era um pequeno consolo saber que havia ao menos uma pessoa em toda a aristocracia que sentia que seres humanos não deveriam ser tratados daquela forma." posição 22%
Por ser tão inteligente e sonhar com a liberdade Mack acaba sofrendo mais nas mãos dos Jamissons, mas ele acaba conseguindo que eles façam 'cara de paisagem' (com uma ajudinha de Lizzie) para sua fuga da mina e região.

"Além do som dos seus passos, o único barulho que se ouvia era o da água do rio que corria ao lado da trilha. Mas seu espírito entoava a canção da liberdade." posição 26%

Quando chega em Londres, apesar de livre ele vê que as coisas continuam difíceis para os pobres e trabalhadores, e começa, por sua inteligência e ação, a chamar a atenção dos poderosos, inclusive os Jamissons, que além de donos da mina na Escócia, são comerciantes e trabalham nos portos e navios, para o novo mundo...

"- Você precisa entender que os nossos governantes estão assustados. Não só o Supremo Tribunal e o governo, mas toda a aristocracia do país: duques e condes, vereadores, juízes, mercadores e donos de terras. Eles estão aflitos com toda essa conversa de liberdade, e as manifestações contra a escassez de alimentos do ano passado e retrasado lhes mostraram do que o povo é capaz quando se revolta." posição 47%

Em Londres, mais uma vez Mack e Lizzie se reencontram, e ela o ajuda a se livrar da morte e é assim que Mack acaba sendo deportado para o Novo Mundo, junto de sua amante, Cora, e sua amiguinha, Peg. Eles vão no mesmo navio que Lizzie e seu marido Jay Jamisson. Mais uma vez o destino de Mack e Lizzie se intercala. 

"Estava muito entusiasmado. Quem teria comprado Cora? Como ela estaria vivendo? E será que ela sabia que fim teria levado Peg? Se conseguisse localizar as duas e cumprir suas promessas, ela poderia dar início aos planos de fuga. Durante os ultimos três meses, reprimira o desejo de liberdade tentando descobrir o paradeiro de Cora e Peg, mas o que Pepper lhe dissera sobre a região selvagem além das montanhas havia trazido tudo à tona novamente e ele ansiava por fugir. Sonhava com o dia em que escaparia da fazenda ao cair da noite e seguiria rumo ao oeste com o fim de nunca mais trabalhar com um capataz com chicote em punho." posição 73%

No novo mundo, muita coisa acontece para Mack, que mais uma vez será escravo dos Jamissons, mas isso acaba o aproximando ainda mais de Lizzie. E mesmo nos EUA o sonho de liberdade de Mack não termina... e mesmo Lizzie que nunca foi escrava sonha com a liberdade do novo mundo.

"O clima tinha sido favorável. Pegaram chuva, que os obrigara a marchar penosamente pela lama o dia inteiro e os deixara tremendo de frio, encharcados, por toda a noite. Mas no dia seguinte o sol tornara a secá-los. Estavam exaustos e feridos pelas selas, mas os cavalos permaneciam firmes, fortalecidos pela grama viçosa e pela aveia que Mack comprara em Charlottesville." posição 94%

 Eu adorei o livro, a história, os fios que se cruzam e se unem e formam uma linda história, com amor, sofrimento e aventura.

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