Minhas impressões (MI-47/14): Eternidade por um fio - @KMFollett @editoraarqueiro #TrilogiadoSéculo3

'Eternidade por um fio' foi lançado pela Arqueiro em setembro de 2014, dois anos após o segundo livro da Trilogia do Século: 'Inverno do Mundo', mas acabei me enrolando com as leituras e só agora, coincidentemente, em novembro o li...


A Trilogia:
  1. Queda de Gigantes
  2. Inverno do Mundo
  3. Eternidade por um fio
Eu estava lendo o livro quando se comemorou os 25 anos da queda do muro de Berlim que é um ponto importante do livro, já que o livro começa, como vocês podem ver abaixo na linha do tempo do livro, em 1961, um tempo antes da construção do Muro de Berlim e termina com a queda do muro em 1989. Ainda temos um Epílogo, passado em 2008, quando Barack Obama faz seu discurso da vitória.

Sinopse

Antes de começar a resenha propriamente dita, preciso dizer que eu li o livro em e-book (minha mãe comprou na Amazon BR) e no livro físico (que recebi da Editora Arqueiro), então, as citações estarão mescladas em posição e páginas...

Minhas impressões

As árvores genealógicas, abaixo, em inglês, foram extraídas do site de Ken Follett, mas é para nos mostrar sobre quem e quais famílias se fala em Eternidade por um fio. Quem acompanha a Trilogia do Século, sabe que nos livros vamos acompanhando famílias (originalmente cinco) dos países: Rússia, Escócia/Inglaterra, Alemanha e EUA.


Como eu disse anteriormente, o livro tem início um pouco antes da construção do Muro de Berlim e vamos percebendo as dificuldades que os alemães (desde o principio da Trilogia eu adoro Maud e Walter e sua família) que ficaram do lado Oriental sofrem com o comunismo... e não apenas os alemães, mas percebemos acompanhado os russos, lidando com as dificuldades do comunismo.

" – Como é possível encontrar soluções se ninguém pode falar sobre os problemas?
– No Kremlin nós falamos sobre os problemas o tempo todo.
– E os mesmos poucos homens de pensamento limitado sempre decidem não fazer nenhuma mudança importante.
– Nem todos têm o pensamento limitado. Alguns estão trabalhando duro para mudar as coisas. É só nos dar um pouco de tempo.
– A revolução foi há quarenta anos. De quanto tempo vocês precisam para finalmente reconhecer que o comunismo é um fracasso?" Posição 8% (Russos)

" – Mas então o que vamos fazer em relação à crise de Berlim? – indagou.
– Nós vamos construir um muro – respondeu Kruschev." posição 10%  (Russos)

Acompanhamos o comunismo chegando em Cuba, porque Tanya Dvorkin, uma jornalistas russa, que não concorda com o comunismo é punida e enviada para cobrir Cuba.

"No verão, após uma sequência interminável de dias de sol forte, às vezes torcia por um temporal que viesse refrescar as ruas. Os camponeses cubanos eram tão pobres quanto os soviéticos, mas pareciam mais felizes; talvez por causa do clima. Depois de algum tempo, a irrefreável alegria de viver do povo de Cuba acabou fisgando Tanya. Ela passou a fumar charutos e a tomar rum com tuKola, substituto local da Coca-Cola." posição 20%

No lado capitalista da História acompanhamos os americanos lidando com a luta pelos direitos civis dos negros, já que temos personagens negros que trabalham no governo americano e revivemos a História dos assassinatos de John Kennedy, Martin Luther King, Bobby Kennedy... o caso Watergate, a luta contra a guerra do Vietnã, o amor livre e tantas outras coisas históricas. Adorei os relacionamentos políticos e amorosos do livro, mas me encantei principalmente com George Jakes (um advogado negro, filho bastardo de Greg Peshkov) e Maria Summers (outra negra politicamente ativa).

" – As coisas estão mudando. Se os negros podem ser iguais, por que não as mulheres?
– Ah, por favor! – protestou ele, indignado. – Não é a mesma coisa.
– Não mesmo. O sexismo é muito pior. Metade da raça humana está escravizada.
– Escravizada?
– Pense em quantas donas de casa trabalham o dia inteiro sem receber salário nenhum! E na maior parte do mundo uma mulher que abandona o marido pode ser presa e levada de volta para casa pela polícia. Quem trabalha sem remuneração e não pode sair do emprego se chama escravo, George." posição 59%

São tantos personagens, tantas famílias que imagino a dificuldade do autor em escolher quais deveriam continuar nos próximos livros... mas Ken Follett é mestre em nos levar ao passado, vivenciando a História (relembrando ou conhecendo fatos) e nos sentir completamente dentro da história ali narrada. Em determinados momentos senti falta de determinado personagem, e logo em seguida o mesmo personagem reaparecia com uma história amarrada e bem contada, mesmo que não em detalhes como a de outros personagens.

Amei a parte musical do livro, só faltou falar sobre o Festival de Woodstock em 1969.

Eternidade por um fio é o terceiro volume (um big volume de 1070 páginas) da Trilogia do Século e que narra os fatos históricos da 'Guerra Fria' entre 1961 a 1989. E como eu nasci neste período (em 1970) me lembro de alguns personagens históricos pela memória, é claro que nem sempre com uma memória vívida, já que eu era criança, mas lembro de ver na TV, na Veja, personagens como Carter, Regan, Bush (pai)... Gorbachev... Lech Walesa. E achei muito interessante ver as descrições sobre o comunismo e a social democracia e ver o quão atuais (pelo menos pelo momento político brasileiro) estes assuntos ainda são.

A corrupção na política ocorre em todos os lugares, mas o que percebo é que nos EUA se pune efetivamente, independente de quem cometa... inclusive presidentes.

“Desta forma, renunciarei à presidência a partir de amanhã ao meio-dia. O vice-presidente Ford tomará posse nesta sala no mesmo horário.”
– É! – George deu um soco no ar. – Ele está fora! Está fora!
A sensação de Maria era um misto de triunfo e alívio. Ela havia acordado de um pesadelo, no qual os principais cargos políticos do país eram ocupados por criminosos e ninguém podia fazer nada para detê-los."posição 81% (Renúncia de Nixon, por causa da corrupção generalizada em seu governo)

Não posso falar muito, mas posso dizer que foram muitas as partes tocantes do livro, mas o final, o início da queda do comunismo na URSS e países da cortina de ferro e que a queda do muro de Berlim, me tocaram muito.

" – As pessoas estão protestando porque não há motivo para a gente viver assim. Eu deveria poder ver tanto minha mãe quanto meu pai. A gente deveria poder circular entre os lados ocidental e oriental. A Alemanha é um país só. Esse Muro deveria cair.
– Amém – disse Walli." posição 98%

Quando enfim, o Muro cai e as famílias separadas pelo muro se reencontrando é muito emocionante.
" O Muro margeava a rua transversal, Kochstrasse. Na realidade eram dois muros, ambos feitos de painéis altos de concreto, separados por uma faixa vazia. Do lado ocidental, o concreto era coberto por pichações coloridas. Em frente a onde Rebecca estava, havia um buraco e, para além dele, vários guardas armados estavam postados em frente a três portões vermelhos e brancos, dois para carros e um para pedestres. Atrás dos portões ficavam três torres de observação. Por trás das paredes de vidro, ela pôde ver soldados vasculhando a multidão ameaçadoramente com binóculos." 99%

O Epílogo foi o momento que mais me emocionei, porque vivenciei mais atualmente e por tudo que é narrado no livro que foi muito bem finalizado com Barack Obama sendo eleito o primeiro presidente negro dos EUA, em 2008.


Claro que eu senti falta de um final mais emocionante e detalhado para alguns personagens, mas não poderia dar menos que 5 'estrelas' para este livro e também para toda a Trilogia do Século.

Capas ao redor do mundo

Compre a Trilogia do Século, na Amazon Brasil:



Este mês a Arqueiro está lançando mais um livro de Ken Follett, em breve resenharei, já que foi um dos livros que pedi este mês. 


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