Minha história com Nora Roberts #MesNoraRoberts #NoraRoberts



Estamos no último dia de um mês que é especial para todas as noraholics: o mês de aniversário de Nora Roberts. Para mim, Nora tem a capacidade de enfeitiçar o leitor. Não importa se é no futuro ou no presente, se a história se passa nos Estados Unidos ou na Itália ou na França, ou se envolve magia ou não, Nora Roberts cria histórias que nos dão a vontade de viver lá, junto com os seus personagens. E em alguns casos até se apaixonar por eles (Quem nunca viveu isso em relação ao Roarke da Série Mortal?). 

Não tive como deixar esse mês passar em branco com uma pequena homenagem. Na verdade, uma pequena história como a que todo fã tem para contar. Fiz isso inspirado em um post do blog Romantic Girl da Suellen Mattos, que vocês podem conferir aqui, em que ela conta a divertida história que ela passou para ter um livro da Diana Palmer. Quando li pensei “Poxa, eu também passei por situações divertidas por causa de um livro de Nora Roberts”. Decidi fazer isso no estilo do post da Suellen, mas com direito até a uma música. Vocês vão entender o porquê depois.

Bem, essa história ocorreu numa sexta-feira 13. Eu sei, para muitos esse dia é considerado um dia de azar, e para outros (e me incluo nesse grupo) é um dia de muita sorte. Mas naquele dia, eu achava que não estava com muita sorte, mas eu não sabia que iria ser o oposto disso.


Era o dia 13 de dezembro do ano passado (leia-se 2013). Faltavam seis dias para a minha formatura em Farmácia pela UNIFESO em Teresópolis. E por causa disso, esse foi o dia em que iria com a minha mãe de ônibus para Petrópolis (para não ocupar o meu pai, o único da família que sabe dirigir) encontrar um vestido para usar na formatura. 

Só que como ocorre em todas as sextas, naquele mesmo dia haveria mais uma das promoções que a Bertrand Brasil organiza todas as sextas através da conta dedicada a Nora Roberts, @BrNoraRoberts, e sempre participo dando o máximo que puder. O problema é que como eu não uso internet 3G no meu telefone (Acho muito caro para usar todo dia.), eu não tinha como estar online durante toda a viagem, só podendo acessar a internet no celular quando estivesse em um lugar com rede Wi-Fi. Antes de pegar o ônibus, eu escrevi algumas frases para a promoção, usando toda a criatividade que tinha naquele momento, pois naquele dia, o vencedor seria escolhido pela melhor frase (Atualmente, o vencedor é definido por sorteio.). Mas até aquele momento, a editora não revelou qual seria o prêmio daquela semana.

Eis que peguei o primeiro dos dois ônibus que me levaria para o centro de Petrópolis. A partir daí pensei “Tenho o app do Twitter que me permite escrever as mensagens e só depois envia-las. Posso tentar ter uma ideia aqui e enviar quando tiver tempo de ir para algum lugar com Wi-Fi.”. Quando estava no segundo ônibus, o que ia de Itaipava até o centro da cidade, eu tive uma ideia. Pensei em toda a lenda ligada a sexta-feira 13 e, como estava em meio a um pequeno engarrafamento, tive uma ideia de frase unindo essas duas situações. Mas, quando fui tentar fazer o rascunho no app do Twitter, o teclado virtual não registrava as letras que teclava e como já estava perto do centro, eu tive que guardar o meu celular sem ter a frase totalmente rascunhada. Começou o meu drama, pois já havia em mim a intuição que essa frase podia ser a melhor.

Reação interna que tive quando o teclado virtual travou.

Ao chegar ao centro, nós fomos logo em uma loja de roupas sociais chamada Mac’s, localizada na Rua do Imperador. Lá, eu experimentei alguns vestidos longos e outros curtos, pois não sabia se iria ter uma festa ou celebração depois da formatura. Mas sempre ficava de olho no relógio e nas conexões Wi-Fi, torcendo para que tenha uma que funciona sem precisar saber o código de segurança, pois só tinha até as 17:00h para mandar a minha frase pelo app do Twitter. Depois, fomos a outra loja de roupas de festa, localizada no Shopping Bauhaus. Via que a cada troca de vestido e desfilada para ver se ele estava bom, sabia que o meu tempo para participar estava diminuindo. Tentava manter a calma e não comentar sobre isso, me focando no fato que também tinha que escolher a roupa de um dia que marcaria a minha vida.

Por volta de 16:30, finalmente sai com a minha mãe da loja do Shopping Bauhaus. Só tinha meia hora para encontrar um local com Wi-Fi gratuito e mandar o tweet. Só que minha mãe decidiu visitar uma loja de espelhos e molduras. Comecei a olhar e a falar um pouco sobre quadros, molduras e até mesmo sobre minha capacidade de falar italiano e inglês, para que eu não de uma impressão de louca.

Mas quando faltavam 15 minutos para as 17 horas, eu sabia que tinha que correr, se não iria perder. Por isso, expliquei a minha mãe toda a minha situação e sai da loja. Ia na pressa, mas tentava não correr, afinal estava no meio da rua e todo mundo poderia me chamar de “A corredora maluca”.

Fui até o shopping Travessa Cristal, onde eu sabia que havia um Wi-Fi na loja da chocolateria Katz, uma marca nascida e conhecida em Petrópolis. Fui até uma das mesas e perguntei a um dos funcionários a senha do Wi-Fi. Só tinha menos de quinze minutos, então tinha que fazer tudo muito rápido. Mas como o azar da sexta-feira 13 queria me pegar, logo descobri que o sinal do Wi-Fi estava muito ruim (Acho que era pelo número de pessoas que estavam usando a rede ao mesmo tempo que eu, já que as mesas estavam praticamente cheias.) e o funcionário me disse que deveria comprar alguma coisa na loja para ter o direito de usar o Wi-Fi. Como tinha pouquíssimo tempo, fui logo a loja comprar alguns bombons e um tablete de chocolate meio-amargo (De algum modo, eu aproveitei a ocasião, já que eu nunca tinha experimentado os chocolates da Kats.) e sai rapidamente da loja.

Oh, não! Não tem internet aqui e ainda tenho que comprar chocolate!

Dentro de mim, havia uma sensação de estar no filme Lola Corra Lola com aquele famoso som de tic-tac dos episódios de 24 horas ao fundo. Logo pensei em ir correndo até um restaurante da rede Spoleto que também fica na Rua do Imperador e que já sabia que tinha uma rede Wi-Fi que funcionava muito bem. Ele é um pouco mais distante do shopping Travessa Cristal, então tive que apertar mais o passo e olhava sempre as horas no meu celular.

Corra, Leticia, Corra!

Consegui chegar lá quando faltava 5 minutos para as 17 horas. Encontrei um restaurante vazio, já que não era mais hora do almoço e ainda faltava um tempo para a chegada dos clientes que iam jantar. Sentei logo em uma das mesas. Como a configuração da rede de lá já estava registrada no celular, a conexão foi automática. Entrei no app do Twitter e tirei do rascunho a frase que tinha começado a escrever no ônibus. O teclado virtual dessa vez funcionava. Não sou uma das mais habilidosas a escrever em um teclado de celular, por isso ficava apreensiva e verificava toda hora se a grafia das palavras estava certa, se ia caber a hashtag e o link exigidos pelo regulamento e o relógio no topo da tela do celular. Mas finalmente consegui escrever a frase que sentia que ia ser a vencedora, que é essa (Ah, esse é o RT que a @BrNoraRoberts fez da minha mensagem.).


Como ainda faltava dois minutos para as 17 horas e, por consequência, o fim do prazo de participação, eu arrisquei ainda mais uma frase, que agora não me lembro mais como era. Enquanto escrevia, acabei vendo qual seria o prêmio desse dia, o livro Riquezas Ocultas, que tinha sido recém-lançado pela Bertrand Brasil, já que isso foi revelado enquanto eu estava ocupada provando vestidos de formatura. Quando bateu as 17 horas (Ok, o termo é mesmo digno de conto de fadas, mas achei que tinha a ver.), fechei o app e sai do Spoleto com a sensação de dever cumprido, colocando os meus fones de ouvido e fazendo tocar no meu celular a seguinte música que compartilho com vocês.


Se vocês costumam assistir muitas séries, acho que vocês reconheceram o Marc Lavoine, pois vocês o viram no papel de Louis Daniel em Crossing Lines, série exibida pelo AXN (E que espero muito pela segunda temporada. Se pudesse, queria que ela fosse lançada aqui no Brasil ainda esse ano.). Ele também é cantor e “Le Parking des Anges” foi seu primeiro sucesso. Quando saí do Spoleto ouvindo essa música, eu me senti poderosa, como se sentisse que tudo fosse possível. Logo ela se tornou meu talismã, por causa do que iria acontecer depois nesse mesmo dia.

Ao som dessa música, eu voltei à loja Mac’s, onde minha mãe me aguardava para voltar a experimentar mais vestidos, agora com a certeza de que poderia ser um vestido curto, porque descobri após ligar para uma amiga que durante toda a formatura estaríamos usando a beca por cima do vestido. Acabei achando um vestido preto, com detalhes em dourado e bronze e que se tornou o escolhido para a minha formatura. Depois dessa, fizemos um lanchinho e algumas compras para o Natal, e pegamos o ônibus que iria até o bairro da Posse, onde o meu pai tinha combinado de nos buscar.

Da ida a Mac’s até chegar em casa, não tinha consultado a internet. Então eis o momento que minha sexta-feira 13 se tornou um dia de sorte: Chego no meu quarto por volta das 21 horas, ligo o meu computador e vejo que há um tweet que me mencionou. Essa mensagem era justamente da @BrNoraRoberts (De novo, essa conta é a conta da Bertrand Brasil dedicada a Nora Roberts) dizendo que eu ganhei. E a frase selecionada era justamente a que lutei durante toda aquela tarde para escrever e postar (e que compartilhei com vocês aqui em cima). Minha intuição estava certa e eu estava muito feliz, pois iria receber Riquezas Ocultas.

Eu ganhei! Viram, eu ganhei!

E como já contei, “Le Parking de Anges” se tornou meu talismã: Se ao ouvir essa música eu me sentir como uma mulher poderosa, que pode conquistar tudo, eu acabo ganhando alguma promoção.

O momento em que eu recebi Riquezas Ocultas (O gif é o mesmo do post da Suellen, pois eu amei ele.)

Curiosamente, no dia da minha formatura (19 de dezembro), eu estava indo de carro com o meu pai para um hotel em Teresópolis, onde seria realizada a formatura, e ficamos presos em meio a outro engarrafamento por causa de um acidente com um caminhão de combustível. Sabe como lidei com a espera? Lendo Êxtase Mortal da Nora Roberts (como J. D. Robb). Naquele dia, segui a minha frase vencedora ao pé da letra.

Acho que vocês também têm uma aventura que passaram por causa dos livros da Nora Roberts. Se sim, é só compartilhá-las aqui nos comentários, pois adoraria conhecer todas elas.

Um abraço e até a próxima resenha!

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