Minhas impressões (MI-84/13): O Visconde que me amava - Julia Quinn @editoraarqueiro #OsBridgertons02

Eu adoro romances, de todos os tipos...adoro romances contemporâneos, futuristicos ou de época, tendo uma uma história de amor... Vou amar na certa!!!

Depois de ler vários romances contemporâneos, resenhados recentemente aqui, tenho que dizer que ler Julia Quinn e sua maravilhosa família 'Os Bridgertons' foi mais que demais... Adoro as cenas 'hot' sutis ou não, a inocência das mocinhas, mesmo que sejam mulheres inteligentes e impetuosas, elas têm uma pureza encantadora. Julia Quinn traz cenas alegres, daquelas que conseguimos gargalhar onde quer que estejamos...


A série:
  1. O Duque e eu - Daphne Bridgerton e Simon Hastings
  2. O Visconde que me amava - Anthony Bridgerton e Katherine 
  3. Um perfeito Cavalheiro* - Benedict Bridgerton 
  4. Os segredos de Mr. Bridgerton* - Colin Bridgerton
  5. Para Sir Phillip  com amor* - Eloise Bridgerton
  6. O conde enfeitiçado* - Francesca Bridgerton
  7. Um beijo inesquecível* - Hyacinth Bridgerton
  8. A caminho do altar* - Gregory Bridgerton *
* títulos prováveis em português

Sinopse

Minhas impressões

"Vamos encarar os fatos: lemos romances para nos apaixonar. Sobretudo pelo herói. Sem dúvida, as heroínas são importantes - na verdade, em minha opinião, se a mocinha não for alguém que poderia ser minha melhor amiga, o livro não faz sentido.No entanto, com os heróis, a história é outra. Espero que fique bem claro que amo meu marido (apesar do tempo que ele levou para 'consertar' meu computador), mas lamento: dê-me Orgulho e preconceito e vou me apaixonar sempre pelo Sr. Darcy." Carta da autora no final do livro
A citação acima, exprime o meu sentimento em relação aos romances que leio... e concordo em gênero número e grau com Julia Quinn... quero ler um livro em que eu deseje ser a melhor amiga da heroína (e também da autora) e me apaixone (também amo meu marido, mesmo ele não sendo parecido com nenhum destes heróis românticos) pelo herói... me apaixono por cada um dos 'homens' literários... de Sr. Darcy a Roarke... e com milhares de outros entre um e outro...

Agora falando sobre este livro... e seu par romântico... Anthony Bridgerton é considerado um 'libertino' por toda a Inglaterra, já que está com 29 anos e ainda não se casou e continua, apesar de discretamente, se envolvendo com várias mulheres... Kate (Katharine) Sheffield é uma jovem, quase solteirona, já que está com 21 anos e que só agora, porque teve que esperar sua irmã Edwina estar pronta para debutar, está sendo apresentada à Sociedade.

"Na verdade, foi preciso economizar durante cinco anos inteiros para pagar a viagem. E se as garotas não conseguissem bons casamentos... bem, ninguém iria mandá-las para a prisão, mas elas seriam obrigadas a levar uma vidinha tranquila, de pobreza digna, em alguma encantadora casinha em Somerset.
Portanto, as duas jovens se viram forçadas a debutar na sociedade no mesmo ano. Ficara decidido que a época mais sensata seria assim que Edwina completasse 17 anos e Katie estivesse para fazer 21.
(...)
Kate deu um sorriso sem graça. Ela nem mesmo queria participar da temporada. Sempre soubera que não era do tipo que chamava atenção da alta sociedade. Não era bonita o suficiente para superar a ausência de dote e nunca aprendera a dar sorrisos falsos, fingir delicadeza ou andar com passos suaves e as outras garotas pareciam saber todas essas coisas desde o berço." pag 14


Estamos agora na temporada de festas, de apresentações das moças à Sociedade Londrina, do ano de 1814... e agora, Anthony resolve que vai escolher a esposa, mas ele tem algumas regras a serem seguidas, e alcançadas por ele... a principal é que ele não pode se apaixonar pela esposa... porque ele tem certeza absoluta que como o pai, ele irá morrer cedo e deixar viúva e filhos... mas como ele é o herdeiro, o Visconde Bridgerton, precisa ter herdeiros. E é assim que ele resolve cortejar a jovem mais falada da temporada, a mais bonita e requisitada: Edwina Sheffield.


"Como era bastante organizado e perspicaz, fizera uma lista de exigências para a posição. Primeiro, a mulher deveria ser razoavelmente atraente. (...)
Em segundo lugar, não podia ser burra. Essa, refletiu Anthony, talvez fosse a mais difícil das exigências.
(...)
Ele conseguiria evitar conversar com uma esposa que não fosse muito inteligente, mas não queria filhos estúpidos.
Em terceiro lugar, e isso era o mais importante, ela não podia ser alguém por quem ele se apaixonasse de verdade,.
Em nenhuma circunstância essa regra deveria ser infringida.
Anthony não era um cínico completo: sabia que o amor verdadeiro existia. Qualquer pessoa que tivesse ficado no mesmo cômodo com seus pais sabia disso.
Mas amor era uma complicação que ele preferia evitar. Não tinha desejo algum de presenciar esse milagre em particular na própria vida." pag 24

Mas para conquistar e cortejar Edwina, Anthony tem que passar pelo 'crivo' da irmã mais velha, que já decidiu, previamente, que não gosta do Visconde... e com uma ajudinha do 'destino' e de Colin Bridgerton, que conheceu Kate primeiro... eles logo começam a se alfinetar...

"- Mas também acredito - acrescentou - que a senhorita cometeu um grave erro ao pensar que poderia lidar comigo.
Kate ficou furiosa, mas fez um esforço para dizer:
- Não tenciono lidar com o senhor, milorde. Desejo apenas mantê-lo afastado de minha irmã.
- O que simplesmente mostra, Srta. Sheffield, seu pouco conhecimento dos homens. Ao menos dos libertinos e patifes.
Ele inclinou-se para mais perto dela, deixando que o hálito quente roçasse sua bochecha.
Ela estremeceu. Ele sabia que isso aconteceria.
Sorriu com malícia e completou:
- Poucas coisas me agradam mais que um desafio." pag 43

Mas Violet Bridgerton, a atual Viscondessa, a mãe casamenteira, resolve que vai casar mais algum filho nesta temporada... e resolve levar alguns rapazes e moças para o campo, a fim de que eles interajam e que com muita sorte um dos seus filhos, homens, Anthony, Benedict ou Colin encontrem o par... e com isso, Anthony e Kate que já começam a se interessarem um pelo outro, contra as suas vontades, acabam percebendo o quanto o outro é interessante, e se tornam amigos...

"E, embora ela não estivesse disposta a mudar de opinião no que tangia ao fato de ele ser um libertino e um patife, Kate começava a perceber que talvez lorde Bridgerton pudesse ser tudo aquilo e outra coisa também.
Algo bom.
Algo que, se ela tentasse ser imparcial - o que sabia ser muito difícil -, não deveria desqualificá-lo como um possível marido para Edwina.
Ora, por que, por que, por que ele tinha de ser tão educado? Por que não podia apenas continuar a ser o libertino charmoso e superficial que acreditara que ele era? Agora ele também tinha se transformado em outra coisa, uma pessoa da qual ela temia aprender a gostar." pag 152

... mas em uma tarde enquanto conversam no jardim, algo acontece o que os deixa 'em maus lençóis' e Anthony acaba tendo que oficializar o noivado e eles se casam em 1 semana...

"- Ninguém vai acreditar que você queria se casar comigo - retrucou ela. - Todos vão pensar que caiu numa armadilha.
(...)
- Não há muito que possamos fazer para evitar que as pessoas falem, sobretudo com Portia Featherington como testemunha. Não confio nessa mulher para manter a boca fechada nem por um minuto depois que voltarmos à casa. - Ele se recostou e apoiou o tornozelo esquerdo no joelho direito. - Então, nós podemos tirar o máximo de proveito disso. Eu tenho que me casar este ano..." pag 181/182

Claro que após o casamento e mesmo com Anthony tenha se certificado de avisar a Kate que ela não deverá esperar que ele a ame... as coisas mudam... e enquanto os dois estão se ajudando a aprenderem a lidar com seus traumas de 'infância'... ela tem medo de tempestade e ele tem a convicção que vai morrer cedo, eles vão se tornando amigos, amantes e o AMOR é inevitável.

"- Você poderia vir até aqui para que eu possa segurar sua mão?
Anthony obedeceu de imediato, então o calor do toque dela o invadiu, penetrando seu corpo até tocar sua alma. Naquele momento, ele percebeu que aquilo era muito mais que amor. Aquela mulher fizera dele uma pessoa melhor. Ele era bom, forte e generoso antes, mas, com Kate ao seu lado, era algo mais.
Juntos, eles conseguiriam fazer qualquer coisa." pag 282

Mais um romance de época que me cativa, me encanta e me faz suspirar e apaixonar pelo casal.

O próximo livro desta série, 'Um perfeito cavalheiro', pelo primeiro capítulo no final de 'O Visconde que me amava' tem um quê de conto de fadas... Cinderela, para ser mais específica.

Em breve mais romances de época Arqueiro por aqui.

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