Minhas impressões (MI-20/13): O Príncipe da Névoa - Carlos Ruiz Zafón @Suma_BR

Meu primeiro Zafón, foi A Sombra do Vento... lindo, inesquecível, apesar de tenso e sombrio... depois li outros dois livros: Marina e O Prisioneiro do Céu, me tornei fã... mas seus livros ditos para jovens (Marina e O Príncipe da Névoa) eu não gostaria de ter livro quando eu era jovem...


"O príncipe da Névoa tinha levado o melhor amigo de sua infância, a única mulher que tinha amado e, finalmente, tinha roubado cada minuto de sua longa maturidade, transformando-o numa sombra." pag 122


Sinopse


Minhas impressões

Todos os livros de Zafón têm aventuras sombrias e sobrenaturais, em O Principe da Névoa isso ocorre também e há cenas quase muito tensas…

Max e sua família, os Carver, se mudaram para uma pequena cidade litorânea e apesar de eles estarem empolgados com isso, eles estão receosos, exceto o pai, Maximilian Carver, um relojoeiro esperançoso. 

"A família ia se mudar para a costa, longe da cidade e da guerra: uma casa perto da praia, num vilarejo às margens do Atlântico." pag 09

Maximiliam Carver comprou uma casinha que tem uma história muito triste. A familia (Maximilian, Andrea, Alicia, Max e Irina) se juntam para organizar tudo e deixar a antiga casa habitável... e encontram muitas coisas estranhas... a começar pelo gato sinistro que adotou a família logo na chegada à Estação de Trem. Apenas Irina se afeiçoa 100% ao gato, Max e Alícia sentem seus olhos sempre neles. Além disso Max encontra um estranho jardim que o deixa intrigado e muito amedrontado.

"Ajoelhou-se, retirou o mato que cobria a superfície e descobriu uma grande estrela de seis pontas rodeada por um círculo. Reconheceu o símbolo: era idêntico ao que se via na ponta das lanças do portão." pag 30

Max se encontra com um garoto da região, Roland, que o mostra a cidade e o convida para um mergulho nos escombros de um barco afundado há muito tempo na região. Roland é neto adotivo do faroleiro, o único sobrevivente do tal naufrágio...

Coisas estranhas e sinistras começam a acontecer à família Carver e os irmãos, Max e Alícia parecem prever o que pode acontecer...

A união de Max, Roland e Alícia, a quem Max convida para o mergulho, é instantânea e muito forte, eles vão conhecer a verdadeira história de Victor Kray, o avô de Roland, e os mistérios que rondam o barco, o jardim assustador e até mesmo a casa onde a família Carver está morando.

"O interior da cabana de Roland parecia um desses velhos bazares de antiguidades marítimas. O espólio que o garoto tinha tirado do mar durante anos reluzia na penumbra como um museu de misteriosos tesouros lendários.
- São só quinquilharias - disse Roland -, mas gosto de colecionar. Quem sabe não pegamos algo hoje?" pag 57

Um livro com uma aventura assustadora e muito forte. Dentro da história sinistra do livro, assim como em Marina, há uma conexão 'amorosa' e linda, mas com um desfecho trágico.

"Olhando os dois brincando na água, Max percebeu, provavelmente antes deles mesmos, que um vínculo estreito estava se formando entre os dois, um elo que seria capaz de uni-los como um destino evidente durante aquele verão." pag 75

Assista ao booktrailer e tenha uma prévia do quão 'sinistro' o livro é:


Este livro foi escrito há muito tempo, em 1993, foi o primeiro romance publicado por Zafón e ganhou um concurso de literatura juvenil, mas só recentemente ele ganhou uma publicação mais adequada, conforme o próprio autor. Os primeiros livros de Zafón serão lançados este ano pela Suma, além de Marina que já foi publicado, também pela Suma... os próximos livros serão: O palácio da meia-noite e As luzes de setembro.


Vou aguardar os próximos livros... que são tensos e sinistros, mas de fácil leitura.

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