Minhas impressões (MI-07/13): Post Mortem - Patricia Cornwell Editora Paralela @cialetras Série Scarpetta #01

Eu ouço falar da Série Scarpetta há um tempo, uma amiga de minha mãe e suas filhas amam, mas eu achava os preços muito altos e estou em contenção de gastos... mas a Editora Paralela, um selo da Companhia das Letras, está relançando a série, agora na ordem correta, e com preços bem mais razoáveis, então, consegui comprar meu livro...

Amei a capa... a cor, os detalhes 'tridimensionais', adorei a edição em papel Pólen.


A ordem da Série, conforme consta no site da autora Patricia Cornwell, os links vão levar, alguns, para as edições antigas da Companhia das Letras:
  1. Post Mortem 
  2. Corpo de Delito - já lançado em janeiro/2013, pela Editora Paralela (acho que vou comprar em e-book)
  3. Restos Mortais
  4. Desumano e Degradante
  5. Lavoura de Corpos
  6. Cemitério de Indigentes
  7. Causa Mortis
  8. Contágio Criminoso
  9. Foco Inicial
  10. Alerta Negro
  11. A Última Delegacia
  12. Mosca-Varejeira
  13. Vestígio
  14. Predador
  15. Livro dos Mortos
  16. Scarpetta
  17. The Scarpetta Factor - ainda não lançado no Brasil
  18. Port Mortuary - ainda não lançado no Brasil
  19. Red Mist - ainda não lançado no Brasil
  20. The Bone Bed - ainda não lançado no Brasil


Sinopse
Primeiro capítulo
Minhas impressões

Kay Scarpetta é uma médica legista, atualmente Legista-chefe na Virgínia, mora em Richmond, onde vem acontecendo uma série de assassinatos que a estão deixando alarmada e pressionada por diversos motivos.

"Assim que tirei o fone do gancho reconheci a voz do sargento Marino e entendi tudo. Creio que já sabia, desde o momento em que o telefone tocou. As pessoas que acreditam em lobisomem temem a lua cheia. Eu sentia pavor do período ente a meia-noite e três da manhã, quando a sexta-feira se transforma em sábado e a cidade está inconsciente." pag 07

Gostei de Kay, por ela ser uma mulher madura, tem 40 anos, vive praticamente para a profissão, é super dedicada e é muito boa no que faz.

"Os casos de estrangulamento eram os mais difíceis de minha carreira, e eu temia me envolver demais com eles. Talvez estivesse perdendo a capacidade de raciocínio, deixando de lado meu jeito metódico de resolver os problemas. E cometia erros." pag 176


E como em todos os livros policiais que leio, e adoro, temos os crimes cruéis e repletos de detalhes escabrosos, principalmente da cena do crime e do necrotério onde a Doutora Scarpetta realiza as autopsias e vai ajudando a desvendar o criminoso. O livro está repleto de termos técnicos, mas não é cansativo ou de difícil compreensão.

"O necrotério tinha um odor peculiar, o cheiro rançoso da morte que nenhum desifetante conseguia mascarar. Se entrasse ali vendada, saberia exatamente onde me encontrava. Naquela hora, ainda bem cedo, o cheiro mais pronunciado, mais desagradável que o normal." pag 23

Temos o grupo de policiais, principalmente o Sargento Marino, temos a imprensa, que atormenta tanta a polícia quanto o Departamento Médico na série Scarpetta.

"Remoer tais fatos era uma das atividades favoritas dos investigadores de homicídios. Se a vítima tivesse feito isso, ou feito aquilo. Se a pessoa não tivesse parado na loja de conveniência para comprar cigarro no momento em que dois assaltantes armados mantinham o cais como refém, nos fundos? E se alguém não tivesse resolvido sair para esvaziar a caixa do gato bem na hora em que um fugitivo da penitenciária estava rondando a casa? (...)
Marino perguntou: 'Notou que a via expressa fica a menos de dois quilometros daqui?' " pag 135


Apesar de Kay Scarpetta ser divorciada e sem filhos ela tem que lidar com a sobrinha, Lucy, que está passando férias em sua casa, e tenta ser carinhosa com a menina, que é meio rejeitada pela mãe e ao mesmo tempo tem que conciliar o trabalho que faz e que está tão enlouquecedor com este caso. Mas a relação das duas é muito bonita... a menina é muito, muito inteligente e é capaz de ajudar Kay em algumas coisas que acontecem neste livro.

"Eu nunca havia explicado a Lucy os detalhes de minha atividade profissional. Evitava sermões sobre o mundo selvagem em que vivíamos. Não queria que ela fosse, como eu, privada da inocência e do idealismo, batizada nas águas sangrentas da crueldade e do descaso pela vida, perdendo para sempre a confiança na humanidade." pag 38

Gostei do estilo da série, por relatar os fatos à partir da visão da legista, geralmente vemos mais os fatos policiais (investigadores, detetives). Apesar do livro ser narrado em primeira pessoa o livro é bem detalhado, e não me deixou com a sensação de que estava faltando algo sobre a visão policial, pois Scarpetta não é apenas a legista, ela ajuda na investigação, quase como uma detetive e interage bastante com Marino, que está sempre a atualizando e a irritando.


O livro foi escrito há bastante tempo, então, os computadores usavam termos que eu e a maioria das pessoas 'modernas' desconhecem... SQL, parece que isso era DOS... não existia Windows ou MAC... nada de abrir programas facilmente, tudo era configurada em janelinhas verdes, pretas, azuis... é muito interessante lembrar como era a tecnologia antigamente, quando pouquíssimas pessoas tinham acesso e entendia sobre informática.


O livro não tem travessão nos diálogos e sim "aspas", mantendo a forma como é escrito no original em inglês... aqui no Brasil é que temos os travessões para demonstrar os diálogos, o que não me atrapalha, mas sei que tem pessoas que não gostam desta forma de diálogos.

 " Repeti o argumento, pacientemente. "A referência de Matt Petersen a 'paquecas' é decisiva. Ele disse que o cheiro dentro do quarto fez com que se lembrasse de panquecas. Algo adocicado, misturado a suor."
"Como xaropo de bordo", Wesley disse.
"Sim. Caso o corpo do assassino exale um odor que lembre xarope de bordo, pode ter alguma anomalia, uma disfunção metabólica qualquer. Especificamente, a 'doença urinária xarope de bordo'."
"Isso é genético?", Wesley perguntou pela segunda vez." pag 239

Senti falta de um pouco de romance... mas só porque sou muito, muito romântica e apesar de Kay ter um affair... não há nenhuma 'cena' um pouco mais caliente. Ok, ok... é um livro policial... mas, estou acostumada e amo, muito, a Série Mortal.


Sobre a autora


Post Mortem foi publicado originalmente em 1990, o livro foi rejeitado por sete grandes editoras, porém após a sua publicação ganhou os prêmios Edgar, Creasey, Anthony e Macavity Awards além do francês Prix du Roman d’Aventure em um único ano, e em seu primeiro livro.O sucesso foi tamanho que Patricia começou uma série de livros protagonizados pela médica-legista Kay Scarpetta.
Em 1999 a personagem Kay Scarpetta venceu o Sherlock Award for best detective.
Fonte: Wikipédia

Mais sobre a autora no site da Companhia das Letras.

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