Série Mortal - Distopia???? #DominaçãoDistópica

Hoje teremos um post diferente... um post da Dominação Distópica, um texto escrito pela Rê Umezaki, a @reginaumezaki, que escreve no blog Li um livro e lê de tudo um pouco, ou seria muito, e que também é fã da Série Mortal e de Nora Roberts e neste texto da Rê, eu coloco meus 'pitacos' (de vermelho)

Dominação Distópica apresenta: Série Mortal – Distopia (será?)


Em homenagem à Dominação Distópica, projeto idealizado por @anadeathduarte, AKA Ana Catnip Kirk, o Fotos e Livros orgulhosamente dá as boas vindas e apresenta A Série Mortal – uma Distopia.

Antes de tudo, devemos avisar: Os elementos distópicos da série às vezes se encontram em eventos e fatos muito específicos que tentaremos revelar com um mínimo de detalhes para não dar spoilers ou estragar a leitura, mas os leitores que preferem não saber nada do ambiente ou contexto da obra devem sair deste artigo e não olhar para trás.

Ainda tenho minhas dúvidas sobre a Série Mortal ser distopia ou mesmo conter elementos distópicos... mas vamos 'ouvir' o que a Rê tem a nos dizer...


Para os não familiarizados com o trabalho de Nora Roberts (O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO AQUI?), que nesta obra assina com o pseudônimo J.D.Robb, ela é uma escritora norte-americana, famosa entre os fãs de romance e autora de inúmeros Best-sellers. Entre os avulsos, Lua de Sangue, O Amuleto, Segredos e Pecados Sagrados são exemplos. Nas séries, sagas de famílias como os Stanislaski, MacKade e McGreggors. Nas Trilogias, a da Magia, do Coração e do Sonho, entre várias outras. Todos, ou quase todos, os livros citados pela Rê, acima, temos resenhas no Fotos e Livros, e vocês podem ler em nossa página especial da diva, Nora Roberts.


E, apesar do sucesso gigantesco, nenhuma se compara à Série Mortal em número de fãs, vendas ou livros.

Contando com mais de 40 volumes no exterior, a série está quase alcançando o vigésimo no Brasil (quando esse artigo foi escrito, estava no 19º, Visão Mortal), e é um sucesso estrondoso tanto lá quanto aqui. Todos os livros lançados no Brasil, também estão resenhados no Fotos e Livros.

Iniciada em Nudez Mortal (lançado no Brasil em 2004) a história acompanha Eve Dallas, Tenente da força policial de New York no ano de 2058, depois das Guerras Urbanas e outros eventos que culminaram na sociedade tornando-se o que ela é. Dona de um passado obscuro e de uma personalidade forte, Dallas inspira tanto respeito quanto inimizade, a depender do lado da justiça em que você se encontra.

Já no primeiro livro da série, descobrimos pequenos fatores que apontam para um futuro distópico: Café, carnes e legumes em geral são artigos de consumo extremamente elitista, sendo produtos de alto custo e difícil aquisição. A maioria se satisfaz com produtos artificiais. A escassez de alimentos tão comuns nos dias de hoje apontam para um estágio avançado de destruição ambiental, sendo citadas, inclusive, colônias off-world (conheça mais sobre off-world dystopias aqui) e territórios de antigos países inteiros como locais de produção. Além disso, descobre-se eventualmente na série que, nos EUA, o comércio de papel não reciclado é ilegal e seu uso é malvisto.

Além disso, apesar de um governo não totalitarista, a política sofreu suas mudanças. Na obra de J.D.Robb, um político pode se manter no cargo indefinidamente (o que realmente ocorre em alguns países, mas no nosso é impensável), desde que seja eleito pelo povo a cada nova eleição. Aliado à legalização de um número crescente de drogas, da prostituição e da mendicância, este fato aponta para uma decadência social notável e uma população a cada dia mais alienada – outra característica comum em distopias.


Um detalhe que vale a pena ser citado é a existência de robôs (chamados Andróides nos livros) entre os humanos, fato cotidiano que por vezes passa despercebido. Na realidade da série, seres artificiais são comuns principalmente nas funções de atendimento de humanos: Barmans, recepcionistas, mordomos e faxineiras, etc. No entanto, apesar de serem em geral inofensivos e integrados de maneira sutil na sociedade (alguns deles são tão perfeitos que são confundidos com humanos), os robôs de Nora Roberts não são programados para seguir as Leis de Asimov  nem qualquer outra programação específica, o que pode torná-los armas em potencial. Isso se comprova nos andróides de treinamento que são usados por vários personagens para simular combates na série, e também em outras situações não tão controláveis ou inofensivas.


Como já foi citado no artigo do Distrito 5, no quarto livro da série em especial, mas não unicamente, há a presença do subgênero off-world. Em Êxtase Mortal, a história se inicia fora do planeta, numa colônia de férias prestes a ser inaugurada. Além das colônias de lazer, outros planetas e satélites foram transformados em presídios. Ou seja: A tecnologia permitiu ao ser humano encontrar e colonizar lugares distantes no espaço, mas tudo o que se conseguiu com isso foi mais espaço para indulgência ou punição, o que novamente aponta para uma sociedade alienada e violenta.

Também é possível encontrar características cyberpunk, subgênero da ficção científica intimamente ligado à distopia. Em especial em Êxtase e Pureza Mortal, onde os criminosos agem virtualmente na maior parte do tempo, a autora apresenta mais do submundo tecnológico da série. O leitor é apresentado a tecnologia avançada, desde protótipos de realidade virtual até vírus que atingem o sistema neurológico físico do usuário. Esse tipo de ocorrência, em que a consciência virtual ameaça ou sobrepõe a física, também pode ser encontrado em obras como Matrix (1999) e Neuromancer (clássico cyberpunk de 1984, William Gibson).

Como não poderia deixar de ser, existe a representação do monopólio econômico massivo, exercido neste caso por um único indivíduo. Por si só, Roarke é um argumento distópico na história de Nora Roberts.

Este é um caso à parte... Roarke é único e excepcionalmente maravilhoso... eu não acho que ele, apesar de todo seu poder (financeiro e 'perfeição') é elemento distópico, por que? Porque apesar de ele ser o 'dono do mundo' e controlar seus negócios e produtos e tals... ele não é uma pessoa que controla outras pessoas, ele é um homem Nora Roberts, um homem que apesar de sua força, sua 'dominância', é carismático, respeita a mulher que tem, respeita os funcionários, e na maioria das vezes os tem como amigos, vejam o caso de Summerset, que é quase um pai para ele.

Dono de aproximadamente um quarto de todo o patrimônio do planeta (e boa parte do que está no espaço também), o anti-herói da Série Mortal é dono de uma personalidade tão forte quanto a de Eve Dallas, e de um passado ainda mais obscuro (Não é tanto o passado que é obscuro e sim, seus dados). Enquanto a infância da Tenente está escondida pelo bloqueio que ela mesma se impôs, o dele está fora de alcance porque ele gastou o suficiente – em tempo e dinheiro - para que fosse assim. Dono de um talento nato para lidar com tecnologia, Roarke é um dos poucos que tem equipamentos e habilidade suficiente para contornar o Compu-Guard, todo poderoso sistema que protege e vigia cada movimento dentro da rede do governo (dentro das redes governamentais, esse sistema seria algo como o Grande Irmão, maior figura símbolo da distopia). Adoro o equipamento de Roarke que pode 'bloquear' o Compu-Guard. 

Existem, obviamente, diversos outros personagens com talento para informática. Dos mais importantes à série, o Capitão Feeney, oficial responsável pela formação de Eve como policial e seu parceiro de investigações já em Nudez Mortal, e Ian MacNab, Detetive que trabalha sob supervisão de Feeney na Divisão de Detecção Eletrônica, mas só passa a ser parte relevante da história em Vingança Mortal.

Os avanços na área de realidade virtual vão além dos criminosos, sendo comuns as salas de simulação para treinamento (usado com freqüência por Roarke e Eve), relaxamento ou até mesmo fantasias sexuais, como podemos ver em Êxtase Mortal.

Apesar dos elementos distópicos, claro, os romances da série mortal são principalmente isso: Romances. E é exatamente por isso que ganharam espaço no Fotos e Livros.
Nisso eu concordo... se há elementos distópicos, que a meu ver estão mais para um 'ficção científica', uma criação da Diva-mor Nora Roberts que com sua criatividade nos brinda esta série que é fenômeno de sucesso mundial... e que deve ser lida em ordem cronológica, pela história de Eve & Roarke e outros personagens encantadores.

Eu acredito que o fato da tecnologia estar tão avançada e sempre percebermos traços dela em crimes cometidos em diversos livros, tais como Êxtase, Pureza e Dilema Mortal, onde a tecnologia está mais presente, onde percebemos toda a competência de Roarke, Finney e McNab para lidarem com toda a tecnologia presente na série. Eu adoro perceber o quanto Nora Roberts pesquisa e se esmera em detalhar dados já existentes e até criados para nos dar a 'pintura' mais perfeita aos leitores.

Eu não sei qual é o meu livro preferido dentre os 19 que já li... tenho alguns queridinhos, mas nem vou citar todos, posso dizer que adoro Êxtase, Vingança, Reencontro, Retrato, Dilema e Visão Mortal... mas não existe uma ordem hierárquica dentre eles... apenas sei que, sem sombra de dúvidas, a minha série de livros favorita é a Série Mortal e que o meu casal literário preferido de todos os tempos e para sempre é Eve e Roarke.

Digam aí, quem já leu a Série Mortal... vocês concordam que ela tenha elementos distópicos???? Não leu ainda Nudez Mortal??? Tá esperando o que???? A Série Mortal consegue agradar 'Gregos e Troianos'... românticos e nerds... quem gosta de livros policiais, sci-fi, romance... não é à toa que é o sucesso que é no mundo inteiro.

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