Um outro olhar #17 : Resenha 'Estilhaça-me' Tareheh Mafi by @anadeathduarte #DominaçãoDistópica @Novo_Conceito


Esta resenha está sendo feita pela Aninha, porque eu ando completamente sem tempo, e como este livro é Distópico e a Ana é a Rainha da Distopia... tudo o que eu aprendi sobre distopia, foi com ela... eu mandei este livro/kit para adiantar o meu expediente rsrs






“– Não vou machucá-la.Quero acreditar nele. Não acredito nele.– Qual seu nome? – pergunta ele.Não é da sua conta. Qual seu nome?Escuto sua respiração irritada. Escuto-o virar-se na cama cuja metade  costumava ser minha. Permaneço a noite toda acordada. Meus joelhos enroscados no queixo, meus braços apertados em volta do meu pequeno corpo. Meu longo cabelo castanho é a única cortina entre nós.”





“(...) as gotas de chuva estouram quando atingem o solo (...) elas se estilhaçam quando chegam ao chão (...) as pessoas amaldiçoam os dias em que as gotas ousam tocar sua porta.”





“É nosso café da manhã (...) sempre repugnante. (...) Na maior parte das vezes, estou tão morta de fome que nem noto a diferença.”

Eu vi muita recepção negativa a esse livro e torci o nariz justamente a essa recepção pelos argumentos (ou, pior, ela falta e/ou falha deles). Topei a leitura e virou já um dos meus queridinhos do ano. Já tinha feito um teaser faz um tempinho pra vocês aqui e é legal relembrá-lo, e não só a ele, como que muitas partes das críticas foram ao estilo da autora, ao fato de Juliette ser “uma versão piorada da vampira”, ter excesso de romance, e outros argumentos que, sob o meu ponto de vista, são bem falhos.

Sim, a terceira onda distópica é romântica, mas por trás do romance em Estilhaça-me, há a beleza da visão de Juliette, que passa a realmente ver homens, a vida e o mundo depois de passar quase um ano presa, confinada.

Sobre o estilo? Bem, eu adorei. As repetições de palavras sem vírgula a poesia a poesia a poesia, palavras riscadas, Juliette não é louca!, tudo é recurso de linguagem, estilo, fluxo do pensamento da personagem, seu jeito, a princípio, deslumbrado de ver Adam, as coisas, o mundo, tem tudo a ver com o fato de ter ficado presa. E não só isso... de ter poderes que são como uma maldição. Porque eles são. Você gostaria de encostar em alguém e matar a pessoa sem querer? Alguém que você ama? Ou alguém a quem NUNCA desejou mal? =/ Seu toque é letal e, em teoria, por um acidente que causou uma morte, ela foi presa, mas é claro que essa é uma desculpa do Restabelecimento, que a quer usar como arma. O lado da Resistência parece desejar o mesmo, então não consegui ver muitos bonzinhos ali, nem mesmo ela, que tem pensamentos dúbios. Afinal, é natural isso. Ter pensamentos dúbios, duvidar, ainda mais depois de 264 dias confinada e comendo lixo. Não o de ser usada como arma.




Para quem curte uma boa distopia, sim, mesmo a narração sendo em primeira pessoa, por Juliette, e ela tendo na fala/escrita um reflexo de sua natureza um tanto quanto caótica, são muito bem delineados em diversos momentos do livro o que aconteceu para as coisas ficarem daquele jeito, claro, sem entregar “todo o ouro”, como dizem por aí. O romance tem um quase triângulo amoroso (em determinado momento é quase um “quadrângulo”, rs), mas temos de convir que homens sozinhos sem ver mulher num exército, me desculpem se parece preconceito, mas quando veem uma mulher bonita... alguns gamam e alguns se comportam de um modo nojento. E é isso que Warner, o suporto vilão, mostra a seus soldados: Juliette é poderosa e pode matá-los com um toque. Ela resiste a usar seu poder a todo custo, mas o passado dela mostra bem o motivo pelo qual ela é assim. Ela tem uma certa curva de evolução muito boa nesse primeiro livro, apesar de seu deslumbre com Adam (que não me convenceu muito como par romântico, por não contar a verdade 100% a ela e ser muito conveniente tê-la amado ... bom, não vou contar spoilers aqui, mas eu desconfio dele. De todos. Parece que todos querem usá-la e talvez justamente aquele que parece ser o maior vilão tenha sido o que que foi mais honesto com ela, inclusive, ao forçar que ela usasse seu poder em um dos soldados para evitar que eles abusassem dela.



Há duas versões uma da Resistência e uma do Restabelecimento dos motivos pelos quais a Distopia se estabeleceu e de como está a realidade, como vocês poderão ver no livro. Há surpresas, cada página revela uma nova, mesmo no começo, quando Juliette está presa e só. O livro não só não é cansativo como não consegui dormir até terminar de ler a segunda parte. Depois que ela é “solta”, é ação sem fim... até o fim e queremos mais! Mas não porque o livro ficou incompleto, e sim por ser bom! =]



Ficam dúvidas? Claro, como um bom livro de conspiração! Quem é bom? Quem é mau? Existe bem ou mal ou uma mescla de ambos? De onde vêm os poderes dela? Poderá controlá-los, e rápido, ao contrário da Vampira(Rogue) dos quadrinhos da Marvel que levou muuuuito tempo para controlar seus poderes e não sem efeitos colaterais?

Porém, ficam mais ganchos do que cliffhanger em si e considero as revelações do primeiro livro da série muito boas. A evolução de Juliette foi um dos pontos mais altos, mas não gostei da forma como Adam manteve tantos segredos de seu “grande amor”. Enfim, na trama, ele deu motivos para que eu, como leitora, desconfiasse dele, mas, é meu ponto de vista ;)


Contem com cenas calientes, mas não tanto (o livro é Young Adult, rs), descrições belíssimas e momentos de alta tensão e a narrativa no presente e o cenário muito bem delineado pela autora fazendo com que você sinta que está vendo a aventura de perto, imerso nela, como se estivesse vendo aquilo acontecer, quisesse gritar conselhos, mas não pudesse fazer nada.


Se você já ouvir falar mal de Estilhaça-me, espero ter dado mais (de) um motivo para você sair correndo atrás desse livro. Se ouvir falar bem, espero ter corroborado e aumentado sua vontade de lê-lo. Se não tinha nem ouvido falar antes, como dizem lá nos Estados Unidos, você viveu debaixo de uma pedra nos últimos tempos? Rs *brincadeirinha* 




Ps.: Fiz um estilo de resenha diferente aqui, colocando algumas das citações lá no começo. Fiz resenha aqui como convidada pela Cinthia intrometida, rs ;) Eu gostaria de citar quase todo o livro, rs, mas isso não pode. Mesmo na segunda resenha que farei lá no Distrito 5, no nosso mês da #DominaçãoDistópica (e aniversário de 3 anos!), sei que terei que controlar as citações (dor), mas saibam que eu amei esse livro demais, a história, a distopia, as dubiedades na parte romântica, a dúvida do que é verdade ou não naquele sistema... ah, me lembra boas e antigas (e não tão) distopias, algumas em filmes, em que o sistema enganava feio as pessoas... bem, eles sempre fazem isso, mas nesse caso, bom, vou ser malvada, espero ter instigado vocês... descubram por si e, quem já leu, comente se curtiu, o que não curtiu, mas não contem spoilers para quem não leu, o.k.?

Ah, esqueci de dizer: adoro mutantes! Mutant and Proud (Mutante e com Orgulho) Nem todas as histórias com mutantes, à la X-Men, são cópias, assim como a Juliette não não não é cópia da Rogue/Vampira. O.k.? Sem preconceitos com os mutantes, queridos leitores humanos, leiam e deliciem-se com esse livro ☺

Ps.: Eu também tinha estranhado, mas o vestido da modelo que representa a Juliette na capa faz sentido na história ;)



Resenha por: Ana Death Duarte ;)



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