RESENHA TERRA ARDENTE - JANICE DINIZ (SÉRIE MATARANA)


RESENHA


Uma parte do leitor nacional tem certo preconceito ou seria pré-conceito em relação a livros de autores nacionais, principalmente do gênero de Terra Ardente, um romance faroeste moderno, já que temos tantos autores internacionais consagrados nesse gênero, porém posso garantir que a autora Janice Diniz colocou todos os ingredientes de quem é fã desse gênero além de um toque nacional a mais...
Nesse livro iremos identificar com mulheres tipicamente brasileiras, mulheres decididas, modernas, que trabalharam fora, criam os filhos sozinhas e enfrentam preconceitos e obstáculos impostos por uma sociedade tipicamente machista.
E temos homens, com personalidade forte, rudes, cínicos, possessivos, ciumentos, sensuais, românticos, bem machões em alguns momentos, doces em outros momentos.
Diferentemente daquele universo Diana Palmer, Linda Lael Miller, entre outras, o ambiente de Terra Ardente é no cerrado brasileiro, com disputa de poder entre dois poderosos fazendeiros, com toda a impunidade, injustiças que conhecemos da sociedade brasileira.
É impossível fazer a resenha de Terra Ardente sem descrever individualmente cada personagem, todos tão ficcionalmente reais, pode ser um antagonismo afirmar isso, mas lendo o livro irão entender melhor o que tive a intenção de demonstrar...
Então vamos conhecer os personagens de Matarana, e tenho certeza que irão correndo comprar uma passagem para cidade...

Karen Lisboa


Com certeza todas as mulheres que lerem o livro irão se identificar ou simpatizar com a personagem Karen Lisboa, e já adianto que é a minha personagem favorita.
Karen é típica mulher brasileira, forte, guerreira, mesmo com tantos obstáculos e preconceitos, empina o queixo e segue em frente.


"Dinheiro não era o problema, ela enfatizou para si mesma, servindo-se da bebida quente e tornando a sentar-se no mesmo lugar. Sim, dinheiro não era problema. O que não se comprava, não se vendia. Não se roubava: isso, sim, era um verdadeiro problema. Ainda havia uma última opção, a fuga. Pegar o primeiro ônibus de volta ao sul e nunca mais olhar para trás. O que se fazia em Matarana, ficava em Matarana."
A aparente masculinidade que tem o personagem é apenas uma defesa para proteger a mulher frágil, que procura a felicidade para si e para família que ela tem que sustentar, que sabe que tem uma vida deprimente e sem expectativa nenhuma de melhorar, porém bastante orgulhosa de admitir isso.


Esse orgulho é comprovado quando ela para afrontar o amante, o poderoso e também orgulhoso Thales Dolejal, com vários amantes, até porque ele sempre a tratou como lixo, e já que tem uma dívida financeira com ele, ela aceita esse tipo de relacionamento.

Thales Dolejal


Thales é um homem frio, cruel e sem sentimentos, e bastante vingativo, mas não é um homem totalmente mau (não to falando isso porque o acho quente, sensual e bonito, sem influência rsrsrs), muitas ações são justificáveis, mas ao mesmo tempo ele não toma as melhores atitudes para resolvê-las...
Ele tem uma disputa de homem mais poderoso da cidade com o coronel Marau, uma guerra muitas vezes definida com armas de fogo, matadores de aluguéis, ou simplesmente por posse de terras adquiridas.
Apesar de ser um homem que aparentemente, nada o atinge, mas no decorrer do livro vemos que existe uma pessoa que o fragiliza e essa pessoa é Karen Lisboa.


Foi o único personagem do livro que não tem uma conclusão, e muito aberto a probabilidades, e também têm o poder de interferir e manipular pelo seu próprio prazer, os relacionamentos de alguns personagens futuramente, e até o andamento da história, não sei... a autora é muito má!!!! Não dá nem uma dica.
Mesmo sendo assim, ele te conquista, e sinceramente você acaba querendo que apareça uma mulher que derreta um pouco esse muro, quem sabe Karen???? Mas depois que lerem o livro vão ficar divididos... eu fiquei...

Karen Lisboa & Thales Dolejal

O relacionamento de Thales e Karen, acho uma palavra o define, "doentio", são dois personagens com personalidade forte, teimosos e orgulhosos
Como não considero Thales um homem mau, em algum momento desse relacionamento com Karen, vemos sentimentos nele, porém uma maneira um tanto peculiar de demonstrar isso...
A relação é baseada em apenas sexo, já que não há respeito, apenas desconfiança e uma disputa de quem subjuga o outro.
Acho que a história de ambos terá muita alterações, já que ele perdeu Karen “temporariamente” para o delegado.

Rodrigo Malverde


Esse é o personagem que com certeza irá conquistar a maioria das leitoras, ele é delegado da cidade, bem a moda antiga, usa chapéu Stetson (só para caubóis rsrsrs), bota e camisa quadriculada, porém anda de caminhonete e não a cavalo.
É viúvo, e mora com a irmã e a sobrinha, perseguido pelas mulheres da cidade, mas ela prefere o distanciamento de relacionamentos, vive somente para o trabalho.
Superprotege Karen, apesar de sempre a ter como amiga, já que ela é “mulher” de Thales Dolejal, às vezes ele também serve de babá para Karen, quando ela bebe demais no Bar do Gringo (o point da cidade rsrs) e se mete em confusão.

"- Avise o delegado que a Karen vai ao Bar do Gringo arejar a cabeça.
- Humm, entendi.
A escrivã relançou m olhar curioso a Rodrigo, que falava ao telefone na sua sala. À porta, ela parou e disse a contragosto:
- Pretendia voltar mais cedo para casa hoje?
Ele pôs o fone no gancho e gemeu baixinho:
- Ai, o que aconteceu?
- Uma frase apenas: Karen Lisboa foi arejar a cabeça no Bar do Gringo.
A policial se pôs a rir ao ver a careta do delegado. Todas as vezes que isso acontecia, ele tinha de salvá-la de alguma briga. Noutras vezes, o próprio Dolejal mandava um de seus seguranças a fim de levá-la de volta a sua casa. Rodrigo suspirou, profundamente, e se afundou na poltrona. Telefonou pra o fazendeiro."

É um homem leal, também muito sensual (diabo de livro é esse kkkk), gentil, responsável e romântico. Se vê envolvido por sentimentos diferentes em relação a Karen no decorrer do livro.

Rodrigo Malverde e Karen Lisboa



Rodrigo valoriza e respeita Karen como mulher, e também é um homem que Karen respeita, através dos olhos de Rodrigo, enxergamos a Karen que ele vê, e talvez a verdadeira Karen.
Acho que a cenas iniciais da Karen no livro são bem impactantes, e leva os leitores a conclusões precipitadas da personagem, que pode passar de uma mulher vulgar, masculinizada e incapaz de sentimentos.


Mas Rodrigo descobre nos mostra uma mulher carente, completamente perdida, e apesar da personalidade forte, e bastante vulnerável, e durante o desenvolvimento do relacionamento vimos uma nova Karen, ou a verdadeira Karen, pois não tem como saber... se Karen realmente encontrou a felicidade.




Rodrigo consegue quebrar barreiras, Karen tenta levar o relacionamento para o impessoal, porém Rodrigo quer um relacionamento sério e íntimo, a autora conseguir levar de uma maneira cadenciada sem apressá-lo...



"- Sou apenas uma mulher obcecada por um amor impossível.

- Não, você é durona, livre, impetuosa. – ele parou de dançar e tomou-lhe o rosto entre as mãos, encarando-a: - Você é capaz de jogar um homem na lona apenas com um olhar. – ele riu e emendou, soltando-a e pondo as mãos na cintura: - Falei alguma coisa com sentido?

- Sim, Rodrigo, mas não sou essa pessoa que disse.

Ele avaliou devagar o que Nova falou e, antes que esboçasse um contra-argumento, ouviu:

- Acabou de descrever a Karen."

Além da sombra de Dolejal, da resistência da irmã de Rodrigo que tenta atira-lo para Nova Monteiro (veremos em breve), e alguns atentados a vida de Karen, eles constroem um relacionamento forte e parcialmente estável, acredito que nos próximos livros terão algumas mudanças.



As cenas entre os dois são sensuais, e a autora instiga a nossa imaginação, nenhuma cena sexual é descritiva essencialmente, porém, os diálogos em si e a insinuação das cenas são carregadas de erotismo.




Nova Monteiro




Confesso que no início antipatizei por essa personagem, é a típica mulher frágil e insegura, que vive um amor platônico pelo seu melhor amigo Cris Bittencourt (nem vou comentar sobre essa pessoa), eles moram juntos, depois que ambos tiveram problemas em seus relacionamentos anteriores.
Nova é insegura, conformada em apenas ser amiga de Cris, mesmo sofrendo todos os dias por essa relação não ser a que idealiza, porém ela é conformada e não tem nenhuma atitude para modificar essa vida.


"- Nova! – insistiu, olhando ao redor, desamparado.

Rodrigo havia-lhe dito que Nova estava encrencada. Perseguia um funcionário do coronel e chamara os fundadores da cidade de assassinos. (...)
Quando o seu celular vibrou, o médico quase teve um infarto. Atendeu-o no sergundo toque sem ver d eonde vinha a ligação.
- Algum problema, Cristiano?
Era Thales Dolejal.
- Acabo de encontrar o jipe da Nova na estrada.
- Onde você está?
- Pouco antes da Arco Verde. – respondeu e emendou com ansiedade. – Ela ainda está com você?
- Já faz algum tempo que ela saiu daqui. – disse e, em seguida, completou solícito: - Acredito que tenha tentado falar com ela pelo celular, assim o ideal é pôr alguns homens para procurá-la. Mandarei o Franco com os rapazes.
- A bolsa também está no carro... Ela sumiu, Thales. – disse, preocupado."

Mas em relação a sua profissão, como jornalista, era bem corajosa e decidida, e se mete em algumas enrascadas, pois está investigando com a intenção de denunciar os negócios ilícitos dos dois homens importantes da cidade, o que ocorre uma dualidade, na vida pessoal é frustrada e insegura, porém profissionalmente é segura e querendo mudar situações.



Não irei escrever uma parte especial para Cris, é um personagem que só vemos nesse livros, através de Nova, apesar de ter uma história, mas elas se interligam, e no inicio da resenha que a escrita da Janice é visceral, que ela conseguiu principalmente comigo, ter uma implicância total com Cris, pois na minha visão ele é um fraco e covarde, e se achamos Nova uma pessoa conformada, então Cris é o rei do conformismo.

Cris vive a renegando, mesmo quando Nova devido um fato, toma algumas atitudes chocantes na visão dele, ele continua a tratando como uma amiga, somente depois que Nova desiste do relacionamento deles, e acaba se envolvendo com outra pessoa, que ele começou a tomar uma atitude, mas somente quando a estava perdendo... 

"(...)  E nesse tempo em que estivemos juntos, somente estive com você.
- Obrigada. Que gentil. – ironizou. – Mas não foi capaz de se apaixonar por mim.
- Não.
- E por que não?
- Porque amo Nova, e você sabia.
- Amor de amigo, não é? Acusou-o, desconfiada.
- É, Janete, amor de amigo.
- E por que temos de terminar?
- Porque ela me ama como mulher, e eu não quero perdê-la.
- Meu Deus, que absurdo! – exclamou, franzindo o cenho e emendou: - Não entendo. Vai se tornar celibatário?
Ele riu baixinho, enrubescendo:
- Não sei.
- Me diz uma coisinha só: Nova é o seu tipo de mulher, digo, iria para cama com ela?
(...). Janete ultrapassara a fronteira entre eles e a sua outra vida, ele e Nova. (...) Por uma questão de educação, estendeu à mão à antiga companheira de cama e deu-lhe a resposta merecida:
- Nunca tive qualquer pensamento erótico em relação à Nova, se quer saber.
Ela aceitou-lhe a mão e sorriu com gentileza:
- Obrigada por mentir."


Apesar de Nova estar feliz e realizada com o relacionamento dela atual, mas acredito que a história entre eles não acabou... teremos muitas reviravoltas para os próximos livros, até numa possível reconquista de Nova, visto algumas atitudes tomadas por Cris.


Franco (O "Diabo Loiro")




Mulherada segurem as saias, está chegando um dos personagens mais interessantes do livro, se não me engano, foi um personagem adicionado de última hora, e Janice estava inspirada no momento que o descreveu, loiro, lábios carnudos, furinho no queixo, e uma "gostosura" bem distribuída e avantajada... rsrss... e é um menino de 22 anos, que coloca muito homem em Matarana no chinelo.

"- O Mendes é meu.

- Não, Franco, o Mendes é da polícia. – considerou com ênfase.
O outro não se fez de rogado:
- Então, é de quem pegar primeiro.
- A lei aqui sou eu e, se tentar bancar o justiceiro, prendo você também.
- É? – ironizou."


Inicialmente imagina que ele será apenas o homem de confiança de Thales e nada mais, o matador da cidade, um cara sisudo e que se mantem longe das pessoas, e muito próximo das mulheres rsrsrs... e temido pela cidade pela fama, porém ele surpreendeu, igualmente a Nova, há uma dualidade de personalidade.


Teve uma infância bastante complicada, foi ainda criança para fazenda de Dolejal, onde foi criado como empregado pelo "amável" Thales, e indiretamente através de uma sementinha da discórdia feita por Karen, descobre algumas ligações entre ele e Dolejal.

Ele é bastante sarcástico e irônico e tem um temperamento inconstante, porém tem uma sensualidade arrasadora.



Um personagem que cresceu muito no livro, através do relacionamento dele com Nova, nós conhecemos um outro lado de Franco, ele o tempo todo alterna entre homem e garoto, tem aquela irresponsabilidade da idade, mas ao mesmo tempo uma postura de homem adulto.



Obs.: A autora me falou que se a resenha não tiver uma porcaria ela vai mandar o diabo loiro para me pegar, então se a resenha tiver uma droga foi de propósito, ok ????




Franco e Nora Monteiro



É um relacionamento apaixonante, cativante e intenso, ambos se descobriram, e também se ajudaram a curar suas frustrações e carências.


O relacionamento é pura sensualidade, os diálogos deles são cheios de significados, com muita pitadas de sarcasmo e erotismo, e com aquele jeito moleque e ao mesmo tempo homem de Franco ele é um personagem que irá fazer as leitoras suspirar, talvez a palavra melhor é suarem...





Ambos aprenderam com as diferenças encontrar um consenso comum, e um relacionamento sadio e maduro, apesar da diferença de idade, já que Nova tem aproximadamente 35 anos enquanto o Franco tem 22... 


Ele tem um senso de proteção a ela, ao mesmo tempo mostra a mulher que ela escondia devido a insegurança do relacionamento frustrado com Cris, e Nova o retribui com carinho e amabilidade que faltava na vida de Franco.



"(...) – Que relacionamento saudável? Devemos então moderar na maionese e nas frituras? Vai para o diabo! Eu falo de paixão, de amor, de tesão, de matar qualquer filho da puta que encostar um dedo em você! Falo de suor e de sangue! E da saudade que me vai foder a alma todos os dias como nessas duas semanas. E você vem me catequizar sobre relacionamentos? Não temos um re-la-ci-o-na-men-to, dona Nova! É mais que isso... é coisa do destino. Ninguém mandou a dona vir para a minha terra. Ninguém senão o destino. Isso é fato. – completou, por fim, encurvando-se por sobre ela.

Duas mãos embarafustaram-se por baixo do vestido dela e puxaram-lhe a calcinha. (...)"



Convocando as "pervas" de plantão, Franco é um homem de não pedir e sim tomar, no máximo ele exige um "pedágio", mas ao mesmo tempo é carinhoso e por incrível que pareça, posso dizer romântico, e trata Nova como uma verdadeira "Princesa". 
Mas como todos os outros personagens do livro, o relacionamento deles também dará reviravoltas, apesar de terem um relacionamento sólido, possa sofrer mudanças... Mas isso só veremos nos próximo livros...




Conclusão

É um livro que te prende do inicio ao fim, e quando termina parece que perdesse alguém, a autora consegue transpassar através da sua narrativa uma emoção e envolvimento que seduz o leitor tanto em relação o desenvolvimento do livro quanto o carisma dos personagens.

Janice nos trouxe uma história original dentre todas outras já lançadas, porém diferente, já li vários livros faroeste moderno (Diana Palmer) e afirmo que Terra Ardente ele supera qualquer expectativa criada.


Gostaria de dizer um muito obrigada para Janice por lançar um livro desse gênero num mercado nacional ainda receioso a autores nacionais, e hoje podemos dizer que temos o nosso faroeste moderno nacional superior a bastante livros desse gênero lá fora. 


Poderia dizer a Janice conseguiu juntar personagens masculinos estilo Lori Foster, com narrativa de Diana Palmer, e com toque brasileiro, mas seria desmerecer o livro que conseguiu aprimorar todos os itens citados acima.


clique aqui e adquira autográfado



Leonard Cohen - I'm Your Man



When Leaves You - Shania Twain
Tocou na cena em que Karen entra no Bar do Gringo e enche a cara. Ela tem motivos para isso. Quantas vezes a gente já não pensou em arrebentar a cabeça com álcool por causa de um carinha, hein? É bom fraquejar de vez em quando, pois, somente assim, sabemos o quanto somos fortes.

You Are – Dolly Parton
Tocou na cena em que Nova canta no Bar do Gringo. Diante dela um amor antigo; mas será que ela cantava para esse amor? Como podemos testar a temperatura dos sentimentos sem nos queimarmos? Talvez, aos poucos, uma parte da alma de cada vez. Não é seguro, eu sei.

I'm Your Man – Leonard Cohen
Tocou na cena em que Rodrigo dança com Nova. Os dois brincam com a sensualidade em uma noite quente. A intenção...Bem, a intenção é apenas dançar. Como conseguiram? Muito treino.

We've Got Tonight - Kenny Rogers e Sheena Easton
Tocou na cena em que Rodrigo e Nova estão no salão country. Ela busca o sentido de amar o amor. Ele revela o que tentava esconder até de si mesmo. Por isso, dançam juntinhos. Mais uma vez.

You're Still The One - Shania Twain
Tocou na cena em que Karen e Rodrigo acordam, à tarde. É a música de um rádiorrelógio. E tem tudo a ver com o tempo que eles perderam.

As músicas abaixo fazem parte da playlist que a autora escolheu, apesar de não aparecerem no livro, é uma ótima dica para acompanhar a leitura de TERRA ARDENTE:

T.O.N.E.Z. Long Hard Times to Come (Gangstagrass)
Chop Suey! (SOAD)
Spiders (SOAD)
Admirável Gado Novo (Zé Ramalho)
Be My Baby (Ronettes)
Don't Die Before I Do(Rammstein)
Here Comes Your Man (Pixes)
Lenha (Zeca Baleiro)
Deslizes (Fagner)
King of the Rodeo (Kings of Leon)
Sex on Fire (Kings of Leon)
Ghost Riders in the Sky (Johnny Cash)
Cocaine Blues (Johnny Cash)
Man in Black (Johnny Cash)




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